Cantei!
domingo, 14 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Esses dias.
Esses dias agradáveis , molhados e cheirosinhos.
O banho é de chuva sem sombrinha e a toalha são só braços.
Abraços quentinhos que são meus só(is).
Felinos.
O primeiro gato a me contar histórias dos segredos do mundo.
Abril de 1987 - eu e Mimi.
Ter como companhia um animal de estimação é ter sensibilidade de outro mundo.
Mas ter um gato não é pra qualquer um. E quem o tem, é um Ser incomum. Tem bom gosto e sabe escolher suas amizades. Porque pra se ter um felino circulando em casa com aquelas manias estranhas de esfregar o corpo peludo nas pernas humanas, amolar as unhas no sofá , dormir nos lugares mais altos da casa, miados estridentes ou não, ronronados altos que nos acordam e se embolam no lençol que nos embrulhamos, não é entendido como escolhas de gosto rebuscado e conforto e sim como folga e preguiça.
Tenho ido à praça da república pra tentar doar os gatos que resgato das ruas e o que percebo é que a maioria das pessoas que vão até lá para adotar um amigo, geralmente estão à procura de um cão. Os gatos ainda estão em um nível social rebaixados, são hostilizados, excluídos com aquele pensamento besta de que gato é independente demais, egoísta e que não gosta de ninguém. E pra você que pensa desta maneira, apenas "seje menas". A tua forma de pensar é retrógrada e precisa se renovar. Se a tua sensibilidade para com cães é tamanha, para felinos também pode ser, basta conhecê-los em uma convivência prolongada.
Outro dia li em algum lugar que humanos não gostam de gatos , porque se reconhecem neles. Veem suas atitudes e manias nos felinos e por isso não conseguem se relacionar com o que lhes é familiar. Além de estudos comprovarem que o lado direito do cérebro do gato, responsável pelos sentimentos chegam a ser muito parecidos com os dos humanos. Dessa forma, nós humanos quando nos deparamos com o que se assemelha com nossas atitudes, as quais repudiamos, temos tendência a retrair, criticar e excluir de nosso convívio aquele ser coberto das mesmas características nossas.
Mas eu, que sou suspeita pra falar ( com meus 7 gatos e os agregados que sempre estão por aqui) circulando e me fornecendo o prazer de entendê-los, de suas companhias e me mostrando mistérios desse mundo, não devo lhes convencer de meu amor por felinos, muito menos das criaturas mais cheias de mistérios que são.
Tenho sorte por terem me escolhido. Apenas!
Tenho sorte por terem me escolhido. Apenas!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Dois mil e dezesseis recheado de paz.
O ano já entrou enchendo os pulmões de paz e perdão. É , o perdão! Aquele sentimento nobre que anuncia humildade e carrega consigo um bocado de coisas boas pra deixar a vida mais iluminada e com gosto de brigadeiro recheado com cupuaçu.
Tem gente que quebra as nossas pernas e nos deixa no chão com o simples ato de pedir perdão. E o melhor ainda, é receber essas mãos do perdão pra levantar e depois abraçar. Já sentiram isso?
Caramba! É paz de espírito.
O fato é que nós também podemos tentar pedir perdão pra quem quer que seja. Basta só tentar! TENTAR! E não esperar que o outro seja "maduro" o suficiente pra vir até a gente. Por quê não , ir até o outro?
Que este ano, o perdão dissemine-se aqui, aí, , alí, acolá. Porque todo mundo merece sentir essa paz interior. Essa certeza de que tudo é mais belo e mais cheio de amor com o ato de perdoar.
sábado, 2 de janeiro de 2016
E eu já queria até morrer...
...quando um velhinho com uma flor assim falou: "O amor é o carinho, é o espinho que não se vê em cada flor. É a vida quando, chega sangrando, aberta em pétalas de amor"
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
2016 desejos pra começar.
Dois mil e quinze foi um ano um tanto turbulento por essas bandas daqui. Fui dos altos a baixo. Subi ladeira de bicicleta pra descer na rapidez da luz. Foram momentos que chorei de alegria, chorei de dor, chorei de amor... chorei e chorei. Desaguei em mim e SOBREVIVI! E talvez tenha sido muito normal, aos olhos humanos. Porque é a vida né, gente? Nada é tão preciso na certeza de que as coisas ocorram totalmente bem ou totalmente ruim. Todo mundo tem lá suas tretas de vida e que os deixam ora tristes , ora felizes.
E o melhor de tudo é que eu compreendi e aprendi pra caramba com as peças que a vida me pregou neste ano ímpar. Me mantive em desequilíbrio e entendi que eu precisava me reequilibrar e tinha que fazer sozinha ( ninguém poderia fazer isso por mim). Aprendi com esse desemprego que me carrega, aprendi com o desamor, aprendi com a confiança excessiva que me traiu, aprendi que amor pode continuar existindo e eu só precisava ponderá-lo em mim. Aprendi a lutar por mim. Aprendi!
Estive mais decidida que em qualquer outro momento da minha vida. Entendi que eu precisava ser mais humilde , mais facilitadora, mais companheira, mais amiga, mais humana. Aprendi meio que na marra!
Compreendi dos momentos como da escada ingrime que eu não posso parar no caminho e nem voltar. Preciso prosseguir. E durante esse caminho , olhei mais pra mim. Me vi por dentro. Me vi cheia de amor. Me vi acompanhada de sentimentos bons e desejos de melhorar essa Laila que fala pouco quando reflete muito e que começa a lagrimar quando escreve aqui. =p
Só almejo que este ano, a força que vive em todos nós , nos mantenha nos altos e baixos da vida de forma a nos fazer refletir tudo o que vivermos e todas as palavras ditas, sejam revistas pra que não cause mal a ninguém perto de nós. Porque o perdão existe sim, que humildade seja despertada e que reconheçamos nossos erros e que a auto-crítica nos permita as descobertas mais iluminadas de carinho e amor , muitas vezes , escondidos em nós
.
Quero ser feliz o triplo do que fui em 2015.
Neste ano, quero lutar o quadruplo do que lutei pela vida ano passado. E não quero mais perder oportunidades de concretizar sonhos.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
*__________________*
Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Morrer é preciso.
Entre os baculejos que a vida tem me dado ultimamente, tenho compenetrado minhas energias nos poetas, nos meus gatos e na música. Tenho fugido de mim e encontrado meu eu nessas minhas fugas.
Hoje, me encontrei em Fernando Pessoa, no poema "Morrer é preciso" . Li e reli. Cantei para mim mesma, como um mantra que eu preciso engolir pra me entender.
Através desses versos, revisitei meu passado, aquele de Vigia de Nazaré. De um tempo amargo e agridoce que transformou meus caminhos. Foi lá que eu Morri e Renasci . Nasci essa Laila cheia de amor, regada por uma gente cheia de histórias que me transformou. Me elevou a uma espécie de plano maduro de ser humano. Ser que outrora nunca soube o que era amar.
Me encontrei também em meus gatos que me acompanham sempre. Me observam como estivessem esperando alguma palavra, algum beijo, cheiro... Me encontro com o amor que me ofertam. Um amor calado, um pouco arredio talvez, mas muito me ensinam em saber esperar, saber que o tempo é rei desse universo. Em não abrir mão dos momentos de lazer e distração e que eles não gastam tempo ou energia com o que não lhe fazem bem. Me encontrei na superação de cada dia, ver novos momentos pra recomeçar e tentar o fazer o bem para quem me quer bem. Me encontrei com a paciência que eles cultivam e a observar de longe, conhecer e chegando aos poucos.
Me encontrei nas canções que há muito, não ouvia. E entendi que mais uma vez eu só preciso deixar o tempo seguir no tempo certo. E que detalhes vão sumir na longa estrada , para continuar aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje. E sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama. Que muito muito te ama.
Morrer é preciso! Fernando Pessoa.
Estamos acostumados a ligar
a palavra morte,
apenas à ausência de vida,
e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte.
E precisamos morrer a cada dia.
A morte nada mais é que
uma passagem,
uma transformação.
Não existe planta sem a morte
da semente,
não existe embrião sem
morte do óvulo e do espermatozóide,
não existe borboleta sem
a morte da lagarta.
A morte nada mais é que o ponto
de partida para o início de algo novo,
a fronteira entre o passado
e o futuro.
Se você quiser ser um bom universitário,
mate dentre de você o
secundarista aéreo que acha que
ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional?
Então mate o universitário
descomprometido que acha que
acha que a vida se
resume a estudar só o suficiente
para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento?
Então mate dentro de você
o jovem inseguro e ciumento,
crítico e exigente,
imaturo,
egoísta ou solteiro solto
que pensa que pode fazer
planos sozinho,
sem ter de dividir espaços,
projetos e tempo com
mais ninguém.
Quer ter boas amizades?
Então mate dentro de si a
pessoa insatisfeita,
que só pensa em si mesmo,
mate a vontade de manipular
as pessoas de acordo com
a sua conveniência,
respeite os seus amigos,
colegas de trabalho e vizinhos.
Enfim,
todo o processo de evolução
exige que matemos o nosso eu passado,
inferior.
E qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em sermos duas
pessoas ao mesmo tempo,
perdendo o nosso foco,
comprometendo a nossa produtividade,
e, por fim,
prejudicando o nosso sucesso.
Muitas pessoas ficam
assim porque continuam se
agarrando ao que eram,
não se projetam para o que
serão ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa
sem abrir mão da forma
como pensavam ou como agiam.
Acabam por se transformar
em projetos acabados,
híbridos,
adultos infantilizados.
Devemos,
até, às vezes,
agir como meninos,
de forma a não perder
as virtudes da criança:
vitalidade, criatividade,
brincadeira, sorriso fácil,
tolerância...
Mas se quisermos ser adultos,
devemos, necessariamente,
matar atitudes infantis,
para passarmos a assumir
inteiramente os papéis de cidadãos,
pais, líderes,
profissionais...
Quer ser alguém melhor e evoluído?
Então precisa matar em
você o egocentrismo,
o egoísmo,
para que nasça o ser
que você deseja ser.
Pense nisso e morra,
mas não se esqueça de
nascer melhor ainda.
O valor não está no tempo
que as coisas duram,
mas na intensidade com que acontecem,
por isso existem
coisas inexplicáveis,
momentos inesquecíveis,
pessoas incomparáveis.
Amarei de janeiro a janeiro
Não deixo pra trás nada do que eu realmente amo. Carrego dentro do peito toda essa gente aí. Todo o amor nascido aqui, atravessará um mundo inteiro, só pra eu viver .
"Mas talvez você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar"
Até o mundo acabar!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Aí eu perguntei:
-"O que eu faço com essa dor aqui de dentro?"
- " Escreve, escreve , escreve até doer o dedo."
- " Mas aí, vai doer dentro e fora de mim. =/"
- " Não vai não, besta! A dor de dentro vai tá fora, bem nos dedos. Aí é só sacudir bem assim ó ... e , pronto! A dor passa."
=]
- " Escreve, escreve , escreve até doer o dedo."
- " Mas aí, vai doer dentro e fora de mim. =/"
- " Não vai não, besta! A dor de dentro vai tá fora, bem nos dedos. Aí é só sacudir bem assim ó ... e , pronto! A dor passa."
=]
Saí de orbita.
Pulei da cama, atravessei o quarto, caí na mala pra sair de órbita. Em meio as lembranças, abri a janela da mala e acenei para o quarto arrumado, um pouco empoeirado, que resguarda só amor consigo e nos retratos. Acenei para alguns livros e para os felinos. Suspirei.
E a mala resolveu andar. Abriu a porta, depois o portão e agora estamos pela rua. Ninguém nos empurra, ninguém nos repara. Ninguém vê que estamos indo embora. Ninguém se importa.
Prefiro assim... É melhor para os corações. É melhor para a alma agora ofuscada. É melhor para as dores. É melhor para curar os desamores.
É melhor.. melhor ... melhorar e mergulhar... ao mar.
Ah [mar].
sábado, 12 de dezembro de 2015
Quando a gente quer muito que aconteça, é aí que demora.
Roda vida!
Passe tempo, meu fielcruel amigo. Voe ao seu querer, ao seu pensar e me ajude a aprender contigo. Me ajude a criar meu remédio pra curar as feridas do presente. E já rir do passado.
É tempo de recomeçar.
Quero!
Vejo alí na frente, aquela vontade louca de me reinventar.
Passe tempo, meu fiel
É tempo de recomeçar.
Quero!
Vejo alí na frente, aquela vontade louca de me reinventar.
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