segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Tô gripada.

Nariz entupido de borboletas , peito cheio de estrelinhas, garganta arranhada de poesia
E não paro de vomitar arco-íris.
Não tenho remédios. E nem faço questão.

Um abraço e eu te contamino.






Nascemos de nós.

Sede,
Saliva quente.
Escorre dos lábios.
Entra no peito.
Passeia nas veias.
Agita os braços.

Sobre minha carne, abraços.
Cobre-me.
Guarda-me dentro de si.
Re (vivo) em mim.

Embebecidos,
Transbordando de mim
Acolhida nele
Somos nós.







quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Preciso ir.

Eu preciso sonhar. Viajar por outros risos, outras nuvens. Conhecer novas histórias. Me embriagar. Beber raios de persistência. Eu preciso ir além. Além da minha visão. Além do mundo que vejo. Além dos meus passos. 

Eu preciso ir...

E já estou atrasada.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Suspiros e lambeijos.



Educador, compositor, lindo, poeta , MC, Kleber Cavalcante. Um deus completo. 
Ou seja, é ideal. Ele é desses homens perfeitos que devem ser adorados de longe. Ouvindo a poesia que ele faz no tom perfeito pra essa voz maravilhosa que ele tem. 
Mas ele é um ser humano como qualquer outro e tem os defeitos mais chatos que qualquer um de nós temos, manias e costumes ridículos.
Égua, mas a história desse cara é incrível e achei mais bacana ainda quando soube que ele se formou no ensino médio junto com sua mãe. Entraram juntos no ensino médio e assim foram até o final,  Maria Vilani (mãe de Criolo) se graduou em filosofia, pedagogia, se pós graduou em línguas e filosofia clínica, hoje além entre outras coisas ela “dirige” um café filosófico.
Ele também fundou em 1989 a Rinha dos MC’s que existe até hoje. 







A esperança foi no ralo e voltou.

Celular no bolso de uma retardada como eu, dá nisso. 
Bom, pelo menos o vaso era de casa e não de algum banheiro público. 

Cheguei em casa  num domingo depois de um sorvete maravilhoso, uma lasanha, um suco, um bolo e tal , morta de vontade de urinar, ( diga-se de passagem, a vontade foi embora na hora ), aí baixei o short e o celular foi direto na privada. Foi tipo a regra dos 5 segundos sabe? Meti a mão e peguei . Ainda ia lavar o bichinho - me joguem pedra. 
Não deu tempo de urinar , muito menos baixar o barro, o celular ficou ENCHARCADO. É desses android e a tela tava tipo aqueles brinquedos de criança, que tem água e que a gente aperta nos botões pra jogar as argolinhas em um alvo. Pois é. Deixei a noite toda em frente ao ventilador, no dia seguinte ficou pegando sol. Eu, ainda na esperança de uma reencarnação , peguei o secador de cabelo e fiquei pelo menos uma hora com vento frio nele. 
Aí lembrei que uma vez, em Vigia, em que entrei num igarapé com um celular no bolso e o bichinho se afogou valendo. Aí lá, todo mundo dizia pra eu colocar na farinha ou arroz. E não é que deu jeito? Ele ressuscitou. 
Daí peguei um copo com arroz e coloquei meu android dentro por mais dois dias. No final da semana o bichinho já tava bem, aparentemente sem nenhuma sequela. Quase acabo um vidro de álcool e perfume esfregando nele, mas tá bem. 


Post Scriptum: Lembrar que na próxima aquisição, o celular deve ser a prova de água e de quedas.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Estão mocinhos meus filhos.


João e Rato.
Tirei a frauda deles e agora estão indo ao banheiro sozinhos. 
*_______*



Quando a arte bate na minha porta.

....Eu agarro no peito e misturo no açúcar que a vida tem.

É que aqui em casa, eu e minha irmã sempre tivemos o exemplo da superpoderosamamãe com o superpoder do improviso. Na escola principalmente, quando os professores pediam trabalhos assim assado ou tínhamos que comprar tal coisa assim ou assado para fazer determinados trabalhos ou coisas de material escolar, aí nós sempre tínhamos uma coisa inédita e super legal ao invés do que nos pedíamos pra levar. A falta da grana acabava instigando mais ainda nossos dias, pois meus pais não tinham dinheiro pra comprar tudo o que a escola pedia, quanto mais em dobro. 
E o improviso sempre foi um fermento misturado nas nossas veias. Como diz minha mãe: "quem tem mais de um filho e não tem grana curta, TEM QUE TER CRIATIVIDADE PRA TUDO." Desde sempre acredito nisso. E aqui aqui estamos. Não menos criativas e recheadas de poesia. 
Ano passado no ócio da pós formatura, com mente vazia, cutuquei a mente, pesquisei, analisei umas fitas VHS's que tínhamos em casa há tempos, e eu e meu namorado inventamos de fazer uma mesinha de centro. Ficou linda, um mimo só, mas não colamos direito e ela cedeu. Guardamos as fitas pra outra hora fazermos outra bem colada.
Início deste ano, andei pedindo mais doações de fitas VHS's, LP's e fitas K-7 na intenção de fazer bolsas que eu havia pesquisado ano passado. Cutuquei a mente de novo, pesquisei na internet, comecei  então no processo de experimentação e produzir bolsas pra eu usar. Não ficaram bem acabadas, mas eu ia e tentava de novo, até chegar nesse resultado aí em baixo. Cluths (bolsinhas de mão) feitas de VHS feita de veludo com alça de corrente e bolsas de tecido de algodão de diversas estampas. As porta-moedas de fitas K-7 ainda estão quebrando minha cabeça, mas logo logo estarão prontas.
Agora dei pra isso. E penso que posso fazer de tudo agora. Bolsas, vestidos, calças... HAHAHA


E o Rato, meu filho mais velho, é um dos meus modelos.

Acessem lá:  Página do Fb Toc Retrô  https://www.facebook.com/ttoqueretro?ref=ts&fref=ts
                http://instagram.com/toc_retro





quinta-feira, 24 de julho de 2014

Um dentro do outro.

Retrato da net.

Mãos ásperas escorregam entre linhas e curvas, desenhando peles quentes e epiléticas entre lençóis molhados de desejos, grudando nossos corpos mudos. Somos pedaços um do outro, faísca em atrito, movimento de entrada e partida. Somos experimento da saúde que acende o fogo que move a gente.

Nosso cenário é montado de elegância em uma nudez simplória, armada de arritmia e loucura por todo lado. Incensos e suor circulando, adulterando o sangue, cegando a solidão, misturando sabores. Somos testemunhas e cúmplices de alma e saliva.

A força dos olhares dele parecem arrancar do peito o que é mais perfeito, que por vezes me deixa morta, mas rapidamente respiro a vida pela boca dele que acaricia-me os grandes lábios já eriçados, deixando em alerta o clitóris. Sinto a língua dele perde-se em meu ventre, sugando meu valor e minha memória. Arrancando por entre as pernas toda minha essência. Ele distorce minha visão num desmaio rubro, alucinógeno.  Resgata de mim a fome quando esfrega o falo babando sobre minha cona. Encosta o dedo e vasculha algo que fora perdido. Me faz tremer, gemer, chorar e sorrir, na medida em que acaricio-lhe o pênis torneado, massageando-o, segurando-o firmemente, subindo e descendo minha mão, arrodeando-o em movimentos circulares, modelando o corpo ondulado, elegante , inquieto.

Ele me calibra antes de adentrar completamente. Sobre os pequenos e grandes lábios escorregadios, roça a glande e o prepúcio suplicando para entrar. Procura em mim, o gozo. Encontra meu ser. Me remexe e suspira. Suspende-me. Enlouquece-me. Faz-me mulher. Entra perfeitamente, como se eu fosse a fôrma exata para servir-lhe. Macho e fêmea alinhados. Um dentro do outro. Armados e protegidos.

Sinto o mel escorrer e molhar minhas pernas, quando aquele membro esponjoso palpitava em frente da minha vagina e dança ao redor do clitóris. De repente, nada mais importava a não ser o falo todo dentro de mim. Falta fôlego e tudo pára.

É na falta da respiração, que  ele jorra a água que mata minha sede. 
Soltamos juntos um urro desesperador de prazer!




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dias de julho.

Luta. Laurinha. Bazar. Sol. Feira. Som. Costuras. Sono. Fome. Tatuagem. Cerpa. Ver-o-peso. Companhia. Beijos. Amor.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alí.

O nervosismo é uma coisa que me apavora sem eu perceber.
Rói minhas unhas e me deixa num canto sem querer.

Amado.



"Sinto absoluto dom de existir..."

É que ele tem todo meu respeito, meus beijos e boa parte da minha alegria. É o meu amado, meu amigo, meu companheiro, meu namorado , meu meninão sonhador.
É esse cara que me aguenta de tpm, com todo meu peso e de mau humor. Ele pede pra me escutar nas horas mais estúpidas. Ele quem me aperta de saudade com braços cheios de carinho. Ele quem me emociona sem esforço. Ele quem está nos meus planos por longos anos. 

E eu sou uma pateta por às vezes me distrair com outras coisas que não seja com ele.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Costuras.

As experiencias são costuras. A vida é uma colagem de retalhos amassados, coloridos, por vezes desbotados e hora ou outra, desordenados. Mas em constante construção de um planejamento desconexo, desvairado, enlouquecido. 
Só vai pro o lixo o que é dispensável. Mas o lixo também é reciclável.

Enquanto o pano é costurado 
Arremato o verbo,
talho,
meço a solidão,
talho e guardo.

Palavras são fios de retalhos construindo vidas e declarando amor. Entre uma costura e outra , os sonhos se escondem, e nosso trabalho é alinhavar, costurar e dar o acabamento sem medo.



domingo, 29 de junho de 2014

Temporada na Ilha de Mosqueiro.

Estive sem tempo. Estive com o coração e mente ativos. Estive no ofício da docência. 
Estive esse mês ministrando aula na Ilha de Mosqueiro, em uma escola no Carananduba, com turmas do sexto ao nono ano e EJA, pelas tardes e noites de junho. Mais uma experiência maravilhosa e enriquecedora com crianças cheias de carinho e amor que não conseguem esconder diante de nós, professores. 
No início o clima pesou um pouco, porque eu e mais alguns professores estivemos como prestadores de serviços para cobrir os conteúdos dos grevistas do município. O que deixou os alunos um tanto "revoltados" com a "troca", mas conseguimos reverter o quadro e deixamos nossa marca. Recebi cartinhas e tudo. 
Uma explosão de abraços e beijos fecharam meu trabalho. Mas não acabou o ofício. To esperando outro lugar, outro chamado.
Quem sabe outra estrada, outro rio, outra terra...


quarta-feira, 18 de junho de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Tempo preenchido.

O tempo tem apertado. Tem sido ríspido, porque sabe que é para o bem. Ele também não me prende, e sim atarefa. E , as vezes até me atrapalha.  Mas me tranquiliza por ocupar meu corpo, minha mente.
Tem um álibi que me ensina a viver. 
A docência. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O corte da saudade.


Faz a gente sofrer e viver.
 Uma brasa no coração que queima lentamente e resseca os tecidos cardíacos. 
Por vezes sufoca, seca, alaga, tritura. Mas a gente se acostuma e uma hora aprende a parar de chorar e aí, a ferida lá dentro vira um escudo aqui fora. Mas é um escudo humano que ainda sim, é frágil.
 Brasa essa, que é faca de dois gumes, a saudade.

Entulho dentro da gente.

Tem dias que a dor aparece sem motivo. Ou talvez, os motivos sejam tantos que não dê pra distinguir de onde a dor emana. A gente não olha pra gente, não olha pra dentro, não vê as boas coisas que temos. Parecemos bichos escondidos com medo de alguém pisar, com medo de olhar pra frente. É um medo misturado com angústia que se embola com a falta de apetite e alimenta o desestímulo vital. Uns podem pensar que seja extremismo de nossa parte ou drama, mas não deve chegar a ser depressão. É só um momento da vida que nada dá certo e o tempo não parece ajudar. 
Os desejos adormecem. As aves silenciam. O corpo estático. E o silêncio dá lugar ao pessimismo, negativismo e a falta de vontade.
Quando eu era pequena e me irritava com os trabalhos e coisas da escola, desejava ser um bicho qualquer pra não ter as preocupações humanas as quais me deparava. Chorava bastante até voltar à realidade e entender que eu tinha que enfrentar tudo aquilo. Não podia deixar um moleque gritar comigo e simplesmente chorar e voltar pra casa; não podia deixar a professora vir me humilhar porque eu tinha problemas com a matemática; eu não podia deixar que um namoradinho expusesse ciúmes extremos a ponto de fazer escândalos na rua; eu não podia... até que comecei a reclamar e fui parar na direção da escola e posteriormente em um consultório de psicologia. E foram dias muito bons. Eu sentia que ela me entendia como ninguém e não parecia me julgar (pelo menos não demonstrava). Foi uma grande amiga durante a adolescência. Uma fase que eu só precisava de alguém que pudesse me escutar e foi quando eu aprendi a escutar e olhar pra dentro de mim.
Aprendi o exercício de olhar o lugar comum por um outro ponto de vista e que naquela época, estava em transformação dentro de mim. Meus sentimentos foram sendo esclarecidos e fui aprendendo a ter paciência para resolver meus problemas. E a cada dia enriquece meu coração. Me instiga nos meus sentidos a contemplar o que está além, viajando para dentro de um lugar, de mim, do outro. Mas ainda tenho muito o que aprender, principalmente sobre minha família, sobre o que está perto. 


sábado, 31 de maio de 2014

Saúde.

Sede de amizade.
Fome de amor,
Inspirando arte...

Muita calma pra me alimentar.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Águas do céu.

Afogam-se de poesia as chuvas aqui pras bandas de Belém do Pará. Por vezes é triste, melancólica, esmorecida causando até um certo receio e um bocadinho de dor no peito, mas quando bem observada transforma-se num tesouro reluzente, cheia de amor na responsabilidade pelo refresco, bem-estar e  marcando os encontros dos amantes. 

Exala um cheiro forte de folhas molhadas e quintais adormecidos de lembranças infantes. É sempre inspiradora e serve de desculpas para se esquentar.

Na janela do meu quarto, os dias de chuva são quadros cotidianos poéticos. Tem biqueira, blues, gatos, uns amigos  libertários e um peixe solitário. E a noite, não se faz de rogada, surge e logo anuncia madrugada. Embriagada, enebriada, encabulada, descortinada!


Por vezes, me vejo chuva!


Metamorfoses.


[...]

Chega logo!


A ventania alí na frente anuncia o tempo bom. Talvez traga estragos, sujeira e destruição.
Mas depois de qualquer vendaval , vem a reconstrução , o renascimento, a purificação interior. 
E que venha o recomeço de cabeça erguida, e que a estrada adiante aguarde com espinhos necessários para este novo ciclo.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dos conselhos para seguir.

"Diabos, precisamos de humor, precisamos rir. Eu costumava rir mais, eu costumava fazer tudo mais,
 exceto escrever. Hoje, escrevo e escrevo e escrevo, quanto mais velho fico mais escrevo, dançando 
com a morte." 

Charles Bukowski

Aí ele disse:


"Cansei de ser gato malhado de preto e branco, comi a tinta de cabelo da mamãe e fiquei rosa. Tô lindo?"

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mais uma primavera para a coleção.


Até o google me desejou feliz aniversário, gente! Hahaha

A Lua transita pela Casa 7, enquanto que o Sol se encontra na Casa 13, entre os dias 22/04 e 02/05. A sua sensibilidade estará também mais ativa, de modo que neste período há o risco de você ter reações um pouco exageradas a determinadas coisas que em outros momentos sequer lhe incomodariam.

Não é um dia comum e nem tão especial. Eu já tava passando do tempo porque a mamãe queria me ter em parto normal, quando o médico achou que era hora, já que eu não tava afim de vir a esse mundo.
Já cheguei atrasada, sou um pouco lenta talvez por isso,( ê! nada a ver.) E eis que aqui estou com 27 outonos, 54 kg, desempregada, sem filhos humanos, dois gatos pra criar, nenhum livro escrito a não ser o tcc e morando ainda na casa dos pais.

Um tanto deprimente! Pelo menos pra mim que sempre pensei que entre os meus 25 e 30 anos eu já estaria morando sozinha, concursada, naquele emprego mais ou menos. Mas, como a vida da gente nunca é um mar de rosas, passamos por coisas que tendem a amadurecer a gente. Nessas quase 3 décadas tenho histórias boas, coisas ruins, coisas estranhas. Amizades duradouras da adolescência, outras que perduram desde a infância e outras que não duraram muito, vieram e ficaram o tempo que precisaram, depois foram embora. Já conheço alguns lugares pelo Brasil e morei em alguns interiores. Já passei alguns apertos e já chorei bastante por isso.

A criação que recebi, me mostrou que eu precisava lutar pelos meus objetivos buscando os desafios sempre. E foi nesse mar de rosas que a necessidade me fez debater os braços e pernas até aprender a nadar. Acho que aprendi. Me feri um pouco nos galhos, pedras e espinhos, mas cicatrizaram com o perfume das pétalas e frescor da água. E em determinado tempo, percebi que aqueles arranhões e feridas, já estavam "saindo na urina", como declama minha avó.

E como mesmo sendo meu aniversário, o universo não poderia deixar de me sacanear, porque sei lá, deve ser a lei de Murphy. TEM que acontecer. E acordei às 7horas da manha com uma carro som morto de escroto no canto da rua de casa, botando pra quebrar com uma aparelhagem pirenta velha me deixando um tanto mau humorada e me tirando da cama antes do que eu planejava. Fui tomar um banho e acabou a água. Presentão de aniversário.

Fora isso, as mensagens pelo FB estão me animando. 

 

Cheia de sorte desde 1987. 



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vênus.


                                   Somos todas,
                       parte de uma galáxia amiga.
                         Somos arte, sol , cerveja e gratidão.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Hora pra comer e gozar, a gente quem escolhe.



Quando não tem lugar apropriado, qualquer lugar com jeitinho fica arrumado, principalmente  quando os corpos estão quentes, fervendo, borbulhando em tesão. As segundas, terceiras intenções são sugeridas com olhares malinos. Olhares de fogo. Inquietos. E é melhor aproveitar porque outras oportunidades talvez não mais surgirão.

Era uma dessas noites úmidas de Belém. Voltávamos de algum bar e ele me acompanhava até a parada de ônibus. Pouco movimento na rua deserta, que nos convidava à noite. Em pé, sentados ou escorados, em qualquer posição. 

Estávamos na Magalhães Barata. Nos abraçamos um pouco esperando o ônibus, enquanto o calor aumentava, mas a entrada pro prédio dele é na nove de janeiro e estava bem próximo. Foi aí que me sugeriu algo. Li nos olhos a ânsia pelo coito. E aceitei!

Entrando na portaria, ele disse que o ap tava cheio de gente, mas que poderíamos dar um jeitinho pelo banheiro. Sugeri então a escada e ele disse que ninguém usava, endossando que era um ótimo lugar. 

Não tivemos cerimônia. Nos empurramos nas paredes e passamos muito tempo num beijo gostoso, molhado com as línguas eletrizadas que ora passeavam em nossas bocas, ora nas bochechas, orelhas, pescoço e retornando até boca. Nossas mãos frenéticas vasculhavam-nos. Ele em meus mamilos, dorso, pernas. Eu em suas costas, braços e falo ereto.

Sentou-se no degrau, me puxou pro seu colo e eu me sentei o mais aberta que pude. Estava de vestido curto e calcinha molhada. Pude senti-lo fortemente roçando-me a púbis.  Tiramos nossas roupas enlouquecidos. Puxei meu vestido por cima. Ele tirou a camisa e abriu a braguilha. Me levantou pelas pernas, e me carregou enganchada, me pressionando à parede. Mostrou-me o caralho pulsante, escuro, torneado e brilhante alí com fome e sede.

Me chupou os seios endurecidos enquanto me segurava fortemente à sua cintura. Me escorou no degrau e deitou-se no chão. Pediu para que eu lhe esfregasse a cona em sua boca. Me vi em êxtase! Estiquei as pernas, e em pé fiquei parada olhando-o me desejar, enquanto tirava a calcinha o vi compenetrado entre minhas pernas. Sentei!

Tremi toda quando senti a língua dele ir fundo. Senti a aspereza das cerdas passeando, massageando com a língua endurecida, ia até o clitóris, parava, chupava e descia até entre meus grandes lábios. A barba suja mergulhada na minha carne, degustando meu mel.  Me apertava os seios, com aquelas mãos enormes que me dominavam, eu estava impotente, não adiantava tentar nada. Era ele quem me conduzia. Dentro de mim. Em seu paladar.

A adrenalina aumentava toda vez que ouvíamos o barulho do elevador que dava de frente para a porta da escada. Nos mantivemos calados e suados.

Não hesitei o desejo de prová-lo também. Pedi-lhe um 69. O prazer múltiplo. Acariciei, beijei, lambi, chupei com vontade, mordi levemente, apertei, esfreguei. Enfiei na goela. Rodopiei todo em minhas bochechas. Percebi cada veia pulsante, a pele esticada, sangue arquejante daquele falo imponente, atlético, carnudo, cheio de poder e eloqüência, desesperado e nobre pedindo a mim.

Senti-me totalmente preenchida, suspensa no ar, cheia de paixão desde o ventre até a alma. Senti um arrepio repentino gelado e quente ao mesmo tempo. Uma sensação que não sabia ao certo de onde surgia, percorria meu corpo até a garganta e percebi que ia gozar. Um orgasmo cem por cento genital e visceral, que vinha das estocadas fortes da língua dele e que eu simplesmente não podia conter. Então lhe disse que eu ia gozar. E ele continuava mais forte que me fez retorcer toda e ele soltou um urro forte que me lambuzou de prazer. Senti seu leite quente no rosto. Gozamos violentamente juntos com espasmos grudados um ao outro, que nos desequilibrou. Perdemos as forças e nos jogamos para os lados, no chão.
Senti todo meu corpo formigar. E ficamos alí, jogados por um tempo, semi-mortos. Sujos de suor, saliva e de nossas essências. Vestimos nossas roupas e saímos da escada. Pra nossa surpresa, já era dia. 
Ele me levou até o apartamento dele pra eu tomar um banho e um café, depois me acompanhou novamente até a parada da Magalhães Barata. 

Nos despedimos com um beijo e um até logo na expectativa pela próxima vez.


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