terça-feira, 6 de janeiro de 2015

2015 desejos de amor.

Desejo tudo o que mereço, na voz de ser um humano qualquer. Quero tudo o que neste mundo tenho direito. A chuva, o calor, cervejas, o pôr-do-sol, o cheiro das pessoas, os pêlos dos animais em meu quarto, as estrelas, amigos verdadeiros , mentiras que me façam aprender, sorrisos que me façam sorrir. O teu beijo pra me acordar e me fazer dormir.
Quero um mundo meu pra dividir com o seu caos de tropeços , mas que essa união seja alegre , aconchegante e desafiadora. Quero abraçar o desconhecido delírio dos seus passos errantes, flutuantes e me embriagar do seu corpo sem sentir o tempo passar.
Quero ouvir a revoada apressada dos pássaros que iluminam as tardes, até o fim da minha vida. Quero festejar ao som de blues, samba , cigarras, sapos e grilos todo o amor que me propus. 
Quero te sentir me acordar no meio da noite com suas mãos acalentando minha calcinha. Sentir o cheiro que vem dos seus pêlos e o hálito quente que urge de seus sussurros quando amanhecemos sem energias para nossos corpos descolarem-se. 
Quero estar agarrada a ti  completamente nua e vagar pelo universo . Experimentar o cosmo e me alimentar das estrelas. Viver nessa luz que me ilumina e me afasta de tudo o que é ruim.
Quero estar contigo e na distância dos raios que gente tempestiva que semeia discórdia, planta o ódio, pratica violência sob todas as formas e que emana ao mundo inteiro infelicidade. 
Quero trabalhos que me façam viver de verdade. Quero problemas que me levante os olhos e me façam aprender a viver. 
Quero contemplar as coisas simples a minha volta e quero encontrar coisas perdidas dentro de mim.
Te quero comigo na poesia diária do meu mundo.

Não quero nada que venha dos outros a menos que seja por suas vontades. 

Quero apenas o que eu mereço. 

E quero nada mais que viver de verdade e não apenas existir como se fosse apenas mais um vagando sem rumo. 

Que este e os próximos anos sejam de dedicados ao amor de todas as formas. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Lá fora.

Desamarro os pés da porta,
desenho um sorriso mal feito com batom em um tom carmim
ilumino a rua.
Faço , desmonto
e me acho
No braços da lua .

Eriçada,
de saia curta vermelha, camisa colada, salto elegante
procurando o macho certo
saudável, forte e capaz de si.

Iluminada, amostra da carne
cheirando um cio ácido.
um calor molhado.
garganta seca.

Mãos inquietas,
Entre as pernas passeiam
Endurecem, amolecem, entram, saem
dançam, rodopiam na vulva dilatada.

Os grandes lábios roxeados enrijecem
incham , formigam,
animam-se
sozinhos.

Silêncio!


É lua cheia.







Drumonddiando.



Chegando fim de ano e todo mundo estressado e ao mesmo tempo contente com toda essa folia de fogos, bebidas, comidas. 
Na verdade, a gente só vê o povo pensando em pagar as dívidas e se endividando mais , pensando nos presentes dos amigos ( invisíveis, visíveis, da onça , de longe , da baixa da égua) pra comprar, para assim pensar que deixam todos felizes. Muita comida, muita estragação, muito inferno  e quase nada de reflexão, afinal todos estão muito ocupados preparando suas ceias , enfeitando suas casas, correndo pra que tudo saia do jeito que acha que deve ser: família reunida , mesa farta, presentes. E todos sabemos que sempre será uma noite regada de hipocrisia, gente fazendo as pazes, gente fingindo que reza, gente chorando , gente bebendo até não querer mais, gente insatisfeita com seus presentes, gente reclamando da vida. 
FODA-SE o natal. Acho que eu só fui feliz nessa época, quando eu era bem moleca quando  eu ainda acreditava no velho do saco vermelho e ficava contente e vibrante com os presentes que iria receber. 
Essa data só me trás tristeza, me lembra a ambição e consumismo que somos alimentados.

Drummond é sempre presente nessa sociedade de tempo esnobe. Está presente nossos dias como o Deus criador das palavras.

Os Ombros Suportam o Mundo.
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Só amor.



Minha nova filha. Shiva.
Abandonaram ela e mais três irmãozinhos na rua de casa, mas encontrei apenas dois deles. Uma, eu consegui doar, a outra contaminou meu coração de amor e não consegui entregá-la a mais ninguém. 
Agora ela tá aqui. Divide a cama comigo, me faz caducar com as peraltices de criança. 
<3 div="">

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Meio sei lá.

Tenho andado baqueada das ideias. Cabisbaixa, embasada , jururu mesmo. Acho que é esse tempo de final de ano, sabe? Pra mim, é a época mais triste do ano. Não gosto.

Enxergo a cidade numa tristeza só. 
Sujeira pra todo lado dentro da violência que piora. 
Gente abandonada nas ruas. Animais confundem-se com bichos em lixos na feira.
Mais um ano que se vai e nada muda. 

Os costumes são os mesmos.
As pessoas estão muito preocupadas em pagar contas e fazer mais dívidas. 
Afinal é natal. 

Mas é Natal pra todo mundo?


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sobre presente do ano.

Este ano de 2014 tive entre tantas alegrias para compartilhar, o inesperado convite do querido poeta Claudio Cardoso para participar com uma crônica para a I ANTOLOGIA DE CRÔNICAS - BELÉM 400 ANOS. 
Fiquei muito feliz pelo convite e confesso que em primeiro momento , não me achei capaz para participar. Primeiro porque entre tantos escritores desta terra, renomados e cheios de poesia achei injusto para com eles, afinal meu tempo de escrita é pequeníssimo perto dos grandes autores deste estado. Segundo porque eu nunca havia escrito uma crônica, o que me deixou mais descrente ainda dos meus escritos, que sinceramente, acho uma arte das maiores aos que escrevem com tanta naturalidade este gênero. 
No entanto, refleti que para este trabalho não houve concurso, não burlei fila alguma , nem comprei um espaço para que eu participasse. Pelo contrário, EU HAVIA SIDO CONVIDADA pelo grande cabeça deste projeto que é o Cláudio.  E foi então que minha crônica foi escrita com paixão e sedução que a nossa Belém traz consigo, nesses quase quatro séculos de existência. Assim como os outros textos de autores maravilhosos desta Antologia.
Nos retratos abaixo, estamos com a boneca do livro ainda, pois para esta Antologia até seu lançamento ainda faltam patrocinadores que torne este sonho concretizado. 



Sodré e eu.


Sodré, eu, Cláudio Cardoso ( Idealizador do projeto) e Maciste Costa (ilustrador da nossa Antologia).


Eu com a página da ilustração da minha crônica. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ao poeta Raimundo Sodré.



Todos os dias temos pessoas a quem nos inspiramos, pessoas que nos fazem suspirar a vontade de viver e querer "copiar" o modo como elas prestigiam a vida, principalmente esse modo poético de ler situações do dia-dia.
Nessas minhas 27 estações, tenho os meus cantores favoritos, meus poetas, meus livros, meus filmes, meus amigos, meus alunos. Àqueles que teimo em dizer que são MEUS.  Não como objetos ou propriedades de meu ser. São mais que isso, são companhias valiosas e que a todo momento me fazem falta e me farão toda vez que eu me for ao longe. São pedras preciosas que me fazem mudar e enriquecer os pensamentos.

Hoje é um dia comum. E que aparentemente não teria motivo algum pra atirar o amor publicamente. Mas eu discordo daquela tradição de que a maioria dos seres humanos fazem homenagens aos seus semelhantes, no momento em que estes estão aniversariando ou pior, aos que partiram desta terra. Mas quero aqui, esbanjar esses sentimentos de gratidão e alegria por um amigo simplesmente fantástico.

Ele apareceu como aquelas pessoas que a gente conhece, mas que já faziam parte da nossa vida há muito tempo , sabe?! Pois é, o poeta Raimundo Sodré é exatamente assim.
No decorrer em um intervalo de tempo entre nossas datas de nascimento, teve um fato engraçado e bem curioso que nos uniu.
Minha mãe estudou com a esposa dele, há um tempo atrás no colégio Centro Auxílio. Se conheciam desde esse tempo. Porém, nunca mais tinham tido contato.
E em outubro de 2010, minha irmã conheceu o Sodré nas energias poéticas do arrastão do Pavulagem. Estavam juntos ligados por um amigo em comum deles, o Valber Gaia. O Sodré então percebeu as semelhanças daquela amiga da adolescência e começou a indagar minha irmã, sobre os assados e cozidos do passado da minha mãe, e tudo que ele perguntava , eram positivas as respostas. Foi então que concluiu que era filha de quem achava que era. 
Mas antes , no decorrer do arrastão, o Sodré já havia me avistado e também percebeu a semelhança escrachada minha e de minha matriz. Tanto que até  achou que eu fosse ela, mas pelo tempo passado e a lei da gravidade, entendeu que seria quase impossível. Ele até queria falar , mas tinha vergonha. E só depois, durante o show, na praça do Carmo nos conhecemos de verdade. Entre uma cerveja e outra, quando eu fui falar com minha irmã, o Sodré estava perto, daí nos conhecemos... E aquele quebra-cabeças todo, foi montado.

Desde então,  nossa ligação começou a ser intensificada. Nos encontrávamos e conversávamos sobre tudo um pouco. Ele se tornou meu professor de gramática, meu amigo, meu irmão, e se eu fosse crente em algo superior, me arriscaria a dizer que somos almas irmãs. Daquelas que complementam-se em terra.
Creio mesmo que temos uma ligação forte, que vai além da escrita estonteante que o Sodré desenrola e me faz inspirar a cada leitura, a cada palavra bem soprada ao vento que me traz poesia e sorte. Vai além da alegria e dessa vida. Vai para as artérias do coração e fica por lá movendo a gente. Alegrando a cada lua, a cada contato, a cada sarau, a cada abraço e a cada sorriso compartilhado. 






Post Scriptum: Aos amigos que quiserem conhecer as linhas deste poeta, taí o blog http://raimundosodre.blogspot.com.br/



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Minha cidade chorou.

05h:10  - Terça, 05 de novembro de 2014. 

Acordei sem querer para remediar e dar comida aos meus felinos. Olhei para a janela do quarto, clareando aos poucos, iniciando um dia soturno. Sem querer liguei a TV em um canal qualquer, mas não havia nada de interessante. Desliguei. 
Continuei sem sono. Liguei o pc e fui parar direto nas redes sociais. Muita notícia ruim. Desespero. Medo. Minha cidade chorosa. Meu país desenganado. 

Desliguei. 
Deitei incomodada. Não dormi.

Levantei.  Olhei a rua. Olhei o céu já claro. Senti uma angústia. Um choro preso. 
Senti que se minha cidade, meu país pudessem, mudavam de nome e lugar, com tanta tristeza amarga.
O sorriso da minha cidade não se vê. Têm semblante amedrontado, cabisbaixo, depressivo plantado no asfalto. Nessa madrugada, minha cidade disse que não iria aguentar,  e que é tempo de aflição. Chorei junto a ela. 
Fiz companhia à cidade. Fiz companhia para ela que tantas vezes me fez sorrir. A ela que já me acolhe a 26 anos e me ama como filha.
Compreendi seu silêncio. Sua dor. Compreendi o valor de sua memória, de suas lágrimas, de seu cansaço.
Apenas a abracei. 
Entendi que seu lamento também é dor humana. E que Cidade é gente. Belém é gente. Eu sou gente e também posso lhe acalmar. Mas hoje, apenas nos acariciamos, esperando o mal passar.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Coração doente.

Dói. Sangra. Escorre por dentro. Transborda pelos olhos.

Esses dias me dei conta o quanto sou fraca. É uma fraqueza muda, solitária que não me deixa mover. Apenas chorar! 
As misérias da vida, de repente me trancafiaram em um quarto escuro e me deixaram de castigo, pensando.
Sexta-feira encontrei com um gatinho de rua que eu quis levar pra casa, mas não coube na minha bolsa; No sábado, um gato me seguiu até em casa, dei-lhe comida, dormiu na minha cama, mas ele parecia bem cuidado e pela manhã fui procurar o dono e encontrei; No domingo, dois gatos mal tratados , mas aparentemente tinham donos, por causa das coleiras, apareceram na minha janela, mas logo foram embora. ( E como meu coração queria acolher todos eles. )
Também passei por alguns animais doentes pela rua e não pude ajudar. Vi um homem doente na rua e não consegui parar. Apenas desabei a chorar!

Depois da chuva que desabou em mim, comecei a me culpar por eu não poder abrigar esses animais, por eu nem sequer ajudar pela falta de grana. Pois já temos 8 animais e sete deles eram de rua.
Fiquei pensando o quanto de coisas fúteis já comprei. O quanto de coisas sem necessidade gasto dinheiro todos os dias, quando eu poderia utilizar pra ajudar esses animais.
Em seguida, comecei a sonhar. Comecei a fazer planos do quanto ainda tenho que trabalhar pra poder ajudar meu próximo. Será o meu foco dos próximos dias.

Enxuguei as lágrimas, porque choro só lubrifica os olhos, não ajuda muito.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pois é....





Dentro do bolso, as memórias.

Dias pra guardar no bolso da camisa, bem perto do peito. Aqueles dias pra eu olhar de perto...
Aqueles dias da infância, em que um jambo verde com sal no alto do jambeiro me fazia tão feliz; aquelas tardes quentes no bairro do Benguí, na rua de piçarra e valas enormes nas quais pescava peixinhos "de aquário". 
Aqueles meses de férias na praia do Marahú, na barraca na beira, em que catávamos caramujos nas famosas pedras do final da praia, e comer com o espinho da pupunheira. Lá  também pescávamos peixes pra comer, contemplando aquela paisagem maravilhoso; 
Aqueles anos de adolescente revoltada, cheia de fôlego no peito , cheia de coisas intermináveis, cheia de amores valentes. 
Guardarei no outro bolso, os dias na Vigia de Nazaré. Aqueles dias saudáveis, de aprendizados de vida, de universidade, de campo,de vinho, de amigos, cheios de amor... junto com uma foto da Amanda, claro. 
Os meses no Xingu, o grito da Rosa - a arara que eu me apaixonei. As perguntas da Ritinha e do Alan. Todos os rostos dos meus alunos guerreiros de todos os dias. Das pessoas que não me conheciam, mas sorriam todos os dias para mim.
Guardarei também os cheiros, os sabores, as lágrimas... pra que eu saiba que os dias passados no meio das coisas miúdas, foram alicerces pra essa Laila aqui estar de pé. Foi a poesia vivida que me encantou, me fez respirar e me faz viver.
E quando essa luz que me faz viver, um dia apagar, vai acender em algum bolso em outro lugar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

...



Passei esse vídeo para os meus alunos do 6º ano e eles piraram . Saíram da aula amando a mim e ao Criolo.  <3 p="">

Batuque de Belém.


Retrato celular android Pocket. 
Mercado de São Brás às 20:10h do dia 26/09 testemunhando a Chuva.


Escorregadia, lisa, cheirosa, alegre e cheia de magia. Iluminada sem lua.
Uma bruxa , Belém.

Sem pudor chora de prazer. Refresca com suor que emana de baixo. 
Ora assusta com a violência que transborda de si. Ora acalenta com a calmaria.
É magia.

Não fujo de ti. 
Te observo enquanto respingas um choro espontâneo.  Um gozo-choro.
Um choro de gozo.
Um batuque.

Suada , cheia de amor e tambores.
Me alimenta além do bem.
Esse de Batuque em Belém.

sábado, 27 de setembro de 2014

No paladar de uma Mulher.





Minha transformação de Mulher segura, se firmou na boca de outra mulher. Foi o momento em que desequilibrou minhas crenças e divergiu o corpo da minha mente. Era como se meu espírito gozasse sem parar, observando aquela cena.

Ela era linda. Cabelos curtos, morena clara, olhos negros, estatura mediana, lábios finos, rosto angelical. Nos conhecíamos das festas, entre o mesmo grupo de amigos. E foi somente em uma dessas festas que nos conhecemos profundamente.
Ela era bissexual. Eu, completamente decidida enquanto heterossexual. No entanto, nos complementamos.
No salão principal, dançávamos em meio a multidão, e relativamente perto uma da outra. Estávamos bêbadas, mas completamente conscientes de tudo. Até que ela me chamou , perguntou se eu queria uma dose da bebida. Conversamos coisas em comum, até que ela pediu pra eu ajudá-la a segurar pela parte de dentro, a porta do banheiro.
Ela urinou , lavou as mãos e perguntou se eu poderia lhe dar um beijo. Me assustei, e a primeira reação foi exitá-la. Achei que fosse piada, sei lá. Mas acabei entrando na "brincadeira". Eu apenas sorri. E ela aproximou-se. Colocou as mãos em minha cintura e beijou-me. Deixei.

A sensação foi de um alívio estranho, mas eu me entreguei sem pensar que aquilo era errado. Nossas línguas se encontraram e dançaram fora de nossas bocas, até que ela levantou a cabeça e enfiou a língua na minha boca. Comecei a suar muito. Meu corpo não mais me obedecia.

Ela beijou meu corpo, me fez carinho, foi abaixando e me deixando com tesão. Passou pelos meus seios arrastando a língua quente e endurecida. Enquanto me chupava , me olhava firmemente. Era como se aqueles olhos me dessem segurança da vida.

Foi descendo aos poucos, levantou meu vestido segurando à altura do umbigo, colocou  sobre minha calcinha, o nariz e inalou profundamente. Passeou levemente em direção à minha flor de prazer e quando me alcançou, lembro-me que automaticamente gemi e abri as pernas

Foi aos poucos abaixando a calcinha e pondo os dedos entre os lábios grossos onde sentia o clitóris eriçado. Enfiou a língua nervosa e suculenta , apertando o grelo  que doía à libertação de como ela me provocava. Os dedos dela me penetram toda, enquanto eu a acariciava a nuca, puxando para mim.

Definitivamente, foi o instante em que senti a intimidade quente e molhada. Bastante molhada.
Eu senti seu corpo começar a tremer. Com isso, ela gemia alto, seu corpo ficou tenso e ela colocou os braços firmemente em torno das minhas pernas. 
Seu ápice foi consumir minha cona, enviando calafrios pela minha coluna espinhal.
Seus gemidos estavam fazendo meu corpo inteiro formigar, ao mesmo tempo em que flutuávamos. 
Fechei os olhos firmemente e arqueei as costas quando o prazer dela me foi enviado sobre a borda. Gozei. Chorei de tanto gozo. Gozei na boca dela.


Após alguns momentos, o meu clímax começou a diminuir e ela lambia com cuidado minha vagina. Levantou-se . Lambeu meus lábios. Nossos perfumes encheram meu nariz, eu provei de nós.

Saímos do banheiro com uma sensação de libertação. Nos despedimos e cada uma foi pra um lado. Não nos vimos mais. Mas aquela sensação , certamente não sairá jamais de nós.









quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Amar pra quê?


-Amar pra quê? Amar quem? Por que não, apenas Amar?!

-Porque não há nada que importe tão mais quanto o amor.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Percepção da janela do ônibus.



[...]

E o rei me disse:
"A pressa esconde o que já é evidente.
Foi do meu lado que eu achei o que me fez assim
tão diferente."

[ ...]
Um Rei e O Zé - Apanhador Só 


Sabe quando bate no rosto, o vento vindo da janela do ônibus, entra pelo teu celular, corre pelos teus fones até chegarem aos teus ouvidos e pintarem um sorriso tímido no rosto?

Às 6h15 em um Distrito lotado, parando continuamente na Br 316 devido ao trânsito caótico de um dia útil qualquer. Em pé , segura a um dos ferros perto do cobrador , surge uma vaga exatamente para o meu tamanho, vou me encaixando. Me liberto do sufoco maior e fico de frente pra janela aberta da parte mais alta. E no tédio da situação, a música e o vento se juntam. Me contaminam. É então que o dia se enche de poesia e alegria. 
Nos rostos amargurados dos ônibus e paradas pelas ruas, os semblantes são mais  fechados, endurecidos os que não tem poesia soprando em seus ouvidos. 

Quem dera todos se permitissem sentir a música ao nosso redor, hein?








Meus meninos e a lua.



Na janela do meu quarto ,
                                              alegrando meus dias ,
                                                                                    iluminando minhas noites.

sábado, 6 de setembro de 2014

As cartas que não se vão.

Tenho guardadas cartas de palavras molhadas que preservam lembranças chorosas de um tempo cinza. 
Um tempo guardado na gaveta entre teias, roupas e retratos felizes. Toda vez que remexo a gaveta, a ferida dói.
São palavras machucadas, de um coração vazio.

Em meio a bagunça, alguém bate à porta.
É ela, a saudade vasculhando portas, gavetas... encontrando papéis que soluçam
Enxugando os olhos e dizendo que é pra viver

sem medo dela.




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Adendo.

Desconfio de três tipos de pessoas, entre tantas outras, são as que me deixam em alerta:

-As que não gostam de animais,
-As que não olham nos olhos ;
-E ALGUNS pedagogos.

Desculpem a última opção, mas conhecendo algumas pessoas atuando como profissionais pedagogos são estúpidos educadores e deveriam trabalhar em obra de construção porque tratam as crianças como pedras. Outros, porém são super amorosos e fazem jus ao que estudaram em suas respectivas faculdades ou universidades.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ser arco-ires.


Nas cores primárias cantei uns versos,
Suspirei e sorri.
Acordei arco-ires

-Agora me lambe?



Os versos dele atravessam meu peito.

"Passei a semana ouvindo tua voz,
   mas se eu não te ver,
   não sentir teu cheiro,
   morro de saudade o fim de semana inteiro."

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Por aqui é assim...


Lugar de gente de verdade.

Às vezes a gente desdenha do serviço público, e eu conheço muita gente que prefere pagar do que usufruir dele ou exigir um melhor tratamento. Isso serve pra quase todos os poderes: educação, saúde, judiciário, segurança, saneamento e por aí vai... Minha avó diz que: "Foi o tempo que a escola pública era a melhor, com professoras mandadas da França. Hoje, o serviço público não presta pra nada." E eu ainda fico tentando achar brechas pra convencer a velha de que é um serviço voltado pra população, pois pagamos e bem caro pra isso. Mas acabo ficando sem argumentos diante da teimosia e pouca vontade de me escutar. Mas tudo bem, os problemas do Brasil não estão isolados somente em serviços públicos. Vão muito mais além e não me cabe neste post isso.
  
Bom, no eixo da educação, acho que todo mundo, sendo professor ou não, deveria ter a oportunidade algum dia de dar aulas em escola pública. E aprender um pouco com a realidade que as pessoas alí têm a ensinar. Entender e perceber  o que o que aquele público vive no seu dia a dia pra estar naquela instituição. 
A escola pública ensina muito mais que dias sentado lendo teorias pedagógicas utópicas que ninguém consegue entender. Há mais prática e quase nada de teoria. As pessoas vivem, sobrevivem, morrem em si mesmas, revivem... e os professores têm "privilégios" de assistir e aprender apenas com a observação.

Acho que foi lá que prendi a introdução de ser gente de verdade. E digo isso porque eu fui estudante da escola pública quase a vida inteira. Também me formei em uma instituição pública. Estagiei em escolas públicas , trabalhei em uma lá pras bandas do Xingu e na Ilha de Mosqueiro. Me torno humana a cada passo que dou na escola. Me sinto viva a cada bom dia dos alunos. Porque o gostinho de ministrar aulas pra crianças e adolescentes da rede pública é transformador. Pra eles, no início é um impacto. Pra nós, um desafio. 
A gente passa por cada situação que aflora todas as sensações ao mesmo tempo, de repente alegria, irritabilidade, atenção, amor, carinho, confiança, apreço entre outros, são compartilhados em uma mesma aula.
E a cada nova conquista , a cada conteúdo repassado e que é entendido, começamos a engolir gratidão. 
Sempre digo que o ofício da docência , no meu caso, não será pra vida inteira, mas ainda irá me humanizar por muitos anos. 

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