Tô quase decidida que eu preciso me apaixonar!
É muito sério tudo isso!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Oha/
Em casa, a bagunça é mais bonita. Tem mais poesia.
Tem a minha música e o meu cheiro.
Em casa, ensaia o sorriso azul
e quase uma felicidade.
Hoje, eu nem nasci pro o dia ou pra noite
Nem para o mundo,
mas tô em casa!
Tem a minha música e o meu cheiro.
Em casa, ensaia o sorriso azul
e quase uma felicidade.
Hoje, eu nem nasci pro o dia ou pra noite
Nem para o mundo,
mas tô em casa!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A Bomba Suja/
Introduzo na poesia
A palavra diarréia.
Não pela palavra fria
Mas pelo que ela semeia.
Quem fala em flor não diz tudo.
Quem me fala em dor diz demais.
O poeta se torna mudo
sem as palavras reais.
No dicionário a palavra
é mera idéia abstrata.
Mais que palavra, diarréia
é arma que fere e mata.
Que mata mais do que faca,
mais que bala de fuzil,
homem, mulher e criança
no interior do Brasil.
Por exemplo, a diarréia,
no Rio Grande do Norte,
de cem crianças que nascem,
setenta e seis leva á morte.
É como uma bomba D
que explode dentro do homem
quando se dispara, lenta,
a espoleta da fome.
É uma bomba-relógio
(o relógio é o coração)
que enquanto o homem trabalha
vai preparando a explosão.
Bomba colocada nele
muito antes dele nascer;
que quando a vida desperta
nele, começa a bater.
Bomba colocada nele
Pelos séculos de fome
e que explode em diarréia
no corpo de quem não come.
Não é uma bomba limpa:
é uma bomba suja e mansa
que elimina sem barulho
vários milhões de crianças.
Sobretudo no nordeste
mas não apenas ali
que a fome do Piauí
se espalha de leste a oeste.
Cabe agora perguntar
quem é que faz essa fome,
quem foi que ligou a bomba
ao coração desse homem.
Quem é que rouba a esse homem
o cereal que ele planta,
quem come o arroz que ele colhe
se ele o colhe e não janta.
Quem faz café virar dólar
e faz arroz virar fome
é o mesmo que põe a bomba
suja no corpo do homem.
Mas precisamos agora
desarmar com nossas mãos
a espoleta da fome
que mata nossos irmãos.
Mas precisamos agora
deter o sabotador
que instala a bomba da fome
dentro do trabalhador.
E sobretudo é preciso
trabalhar com segurança
pra dentro de cada homem
trocar a arma de fome
pela arma da esperança.
(Rio, 1962)
F. Gullar
A palavra diarréia.
Não pela palavra fria
Mas pelo que ela semeia.
Quem fala em flor não diz tudo.
Quem me fala em dor diz demais.
O poeta se torna mudo
sem as palavras reais.
No dicionário a palavra
é mera idéia abstrata.
Mais que palavra, diarréia
é arma que fere e mata.
Que mata mais do que faca,
mais que bala de fuzil,
homem, mulher e criança
no interior do Brasil.
Por exemplo, a diarréia,
no Rio Grande do Norte,
de cem crianças que nascem,
setenta e seis leva á morte.
É como uma bomba D
que explode dentro do homem
quando se dispara, lenta,
a espoleta da fome.
É uma bomba-relógio
(o relógio é o coração)
que enquanto o homem trabalha
vai preparando a explosão.
Bomba colocada nele
muito antes dele nascer;
que quando a vida desperta
nele, começa a bater.
Bomba colocada nele
Pelos séculos de fome
e que explode em diarréia
no corpo de quem não come.
Não é uma bomba limpa:
é uma bomba suja e mansa
que elimina sem barulho
vários milhões de crianças.
Sobretudo no nordeste
mas não apenas ali
que a fome do Piauí
se espalha de leste a oeste.
Cabe agora perguntar
quem é que faz essa fome,
quem foi que ligou a bomba
ao coração desse homem.
Quem é que rouba a esse homem
o cereal que ele planta,
quem come o arroz que ele colhe
se ele o colhe e não janta.
Quem faz café virar dólar
e faz arroz virar fome
é o mesmo que põe a bomba
suja no corpo do homem.
Mas precisamos agora
desarmar com nossas mãos
a espoleta da fome
que mata nossos irmãos.
Mas precisamos agora
deter o sabotador
que instala a bomba da fome
dentro do trabalhador.
E sobretudo é preciso
trabalhar com segurança
pra dentro de cada homem
trocar a arma de fome
pela arma da esperança.
(Rio, 1962)
F. Gullar
Traduzir-se/
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
Cultural , agenda lotada/
Dia 7 de outubro Vernissage do arte Pará.
Dia 8 de outubro Auto do círio.
Dia 9 de outubro , Arrastao do círio.
Dia 5 de novembro super show de Toquinho e MPB4 juntos na Assembléia Paraense, com a participação dos músicos paraenses Pedrinho Cavalléro, Marcelo Sirotheau e Patrícia Rabelo.
Dia 14 de novembro Los porongas, Se rasgum.
Madame saatan,Se rasgum.
E mais...
Dia 8 de outubro Auto do círio.
Dia 9 de outubro , Arrastao do círio.
Dia 5 de novembro super show de Toquinho e MPB4 juntos na Assembléia Paraense, com a participação dos músicos paraenses Pedrinho Cavalléro, Marcelo Sirotheau e Patrícia Rabelo.
Dia 14 de novembro Los porongas, Se rasgum.
Madame saatan,Se rasgum.
E mais...
Hã?/

Em quem votar nessas eleições?
Se o país é tão democrático, cadê o outro lado da moeda? Só vejo um!
É impressionante a falta de escolha.
Eu sinceramente queria votar nulo, mas não posso ficar em cima do muro. Sou brasileira e DESISTO sim! Mas tenho opinião e mesmo que não faça a diferença, preciso votar e tentar acreditar em alguma dessas utopias. Ora, qual realidade que nunca fora utópica?
Eu, aos meus 23 anos não acredito nas palavras faladas, porque voam, são esquecidas. Acredito nos fatos e documentos. Acreditei em um certo partido, agora aliado à burguesia...
É uma pena! Mas ainda sim, vou ponderar o que já vi e dar esse último crédito.
Ah, detalhe NÃO VOTEM EM BRANCO. Pois, os votos irão pra quem está liderando a eleição.
É isso!
Falta de alguma coisa/
"Falta de ácido, falta de hábito
Eu não sei viver agora, ninguem bate em minha porta,
Eu não sei dizer eu nem sei porque me sinto tão down
Falta de ácido, falta de crédito
Eu vou me perder lá fora
eu vou me render por hora
eu vou me esquecer eu nem seiu te dizer porque estou tão mal...
Falta de... fora de casa..."
Stereoscope
[Essa falta do que a gente não sabe direito o que é, dói , aperta e não cura.
Acho que quanto mais a gente vê mais ela dura!]
=/
Eu não sei viver agora, ninguem bate em minha porta,
Eu não sei dizer eu nem sei porque me sinto tão down
Falta de ácido, falta de crédito
Eu vou me perder lá fora
eu vou me render por hora
eu vou me esquecer eu nem seiu te dizer porque estou tão mal...
Falta de... fora de casa..."
Stereoscope
[Essa falta do que a gente não sabe direito o que é, dói , aperta e não cura.
Acho que quanto mais a gente vê mais ela dura!]
=/
domingo, 26 de setembro de 2010
Minutos de amor em Onibus/

Busão, bonde, coletivo...Variações para aquele lugar de encontros, de conversas, de debates, de brigas, de extresses, amores (?). É o transporte nosso de cada dia, em que as pessoas passam muito tempo juntas, sufocadas, apertadas feito cargas, horas e horas naquela lata de sardinha. (É, porque pra cá, onde eu me escondo, demora milhões de anos luz de horas pra chegar). Dá pra rolar um papo bacana, e o transito super favorece... hehehehheh
Mas então, queria falar mesmo, sobre os amores dentro dos coletivos. Eu não sei acontece isso com todo mundo ou se são excessões, mas eu já me apaixonei no "aperto". É muito sério! Eu sou meio fácil, Êh! uaheiuhiueahiuehiuaeh
Agorinha mesmo aconteceu. O bunyto subiu no distrito na parada do terminal. Deu boa noite para cobrador e motorista. Perguntou algo pro cobrador e riu. Aparentava ter 1,85 por aí, com um sorriso maravilhoso, barba, cabelinhos grandes, aparentando uns 25 anos, tinha uma voz de chamar atenção. E tinha uma cara, que tinha um desses nomes bem esquisitos com significados místico, ligado a algum deus grego ou romano, sei lá! Tô facinha facinha... (Ai, gamei!)
Eu fiquei toda a viajem secando ele, e torcendo pra que ele descesse aqui pelo meu esconderijo.
E não é que ele desceu, mas antes de mim!
=[
Miguel , Miguel
Ahhh, esqueci de comentar sobre uma minissérie que começou ontem na tevê cultura. É um texto do paraense Haroldo Maranhão, com roteiro de Adriano Barroso e direção do Roger Elarrat e a maioria é elenco paraense .
Serão 6 capítulos, aos sábados às 20hrs.
Não percam !!!
Mais informações no blog da produção:
http://blog.miguelmiguel.com.br/page/2/
Serão 6 capítulos, aos sábados às 20hrs.
Não percam !!!
Mais informações no blog da produção:
Decidi/
Que neste domingo sem notas e controle remoto,
Sem gente chata ou cobranças
Com alegria e tristeza pela despedida de alguém,
O sol veio sussurrar que o vento tá trazendo poesia para brindarmos nossos dias juntos...
Que um dia encontraremos a paz que nossos corações querem de verdade!
O domingo pediu a alegria pra nós!
Só um parêntese/
Já tentou observar por horas alguém?
As manias, o jeito de andar, a mudança de humor, os olhares, o tipo de conversa...
Muita gente não pára pra observar porque não se importa, não faz parte do seu interesse.
Só faz parte do seu interesse a partir do momento que este alguém te atrai, aí tu queres saber de tudo da vida desse alguém, e detalhe, tudo desta pessoa te encanta...
Ah, mas tirando essa atração sexual, a gente também não repara o outro por conta do nosso egocentrismo, do nosso egoísmo de não querermos perceber no outro o que achamos que já temos em nós mesmos. Sempre nos achamos os melhores, os bons pra fazermos qualquer coisa, não analisamos contextos, julgamos sem saber, estufamos o peito e nosso ego não nos deixa ver nada.
Mas porque não tentar, só tentar...
Talvez nos tornemos pessoas melhores.
Basta se permitir!
As manias, o jeito de andar, a mudança de humor, os olhares, o tipo de conversa...
Muita gente não pára pra observar porque não se importa, não faz parte do seu interesse.
Só faz parte do seu interesse a partir do momento que este alguém te atrai, aí tu queres saber de tudo da vida desse alguém, e detalhe, tudo desta pessoa te encanta...
Ah, mas tirando essa atração sexual, a gente também não repara o outro por conta do nosso egocentrismo, do nosso egoísmo de não querermos perceber no outro o que achamos que já temos em nós mesmos. Sempre nos achamos os melhores, os bons pra fazermos qualquer coisa, não analisamos contextos, julgamos sem saber, estufamos o peito e nosso ego não nos deixa ver nada.
Mas porque não tentar, só tentar...
Talvez nos tornemos pessoas melhores.
Basta se permitir!
La Rose.

No retrato antigo é a amizade que transcende!
(E eu nem encontrei uma foto eu e ela ¬¬)
Ela, a Rose tá indo embora com o coração muito apertado, mas sabe o quanto será bom futuramente.
Vai pro Acre.
E a gente aqui vai ficar torcendo pro tempo passar rápido e ela voltar!
"Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu."Caio F. Abreu.
Vale quanto pesa/
"Quanto você ganha pra me enganar?
Quando você paga pra me ver sofrer?
Quanto você força pra me derreter?
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo cartão-postal
Aquela madrugada
deu em nada deu
em muito deu em sol
Aquele seu desejo
me deu medo me deu força me deu mal
Ai de mim, de nós dois
Temos um passado marcado,
não podemos mentir
Beijos demorados, afirmados
não podemos mentir
Ai de mim, de nós dois
Vale quanto pesa reza lesa de nós dois
Ai de mim, de nós dois"
Luiz Melodia.
(Quem me dera um dia, poder escrever tão bem assim
fazer alguém sentir tudo isso , só lendo minhas palavras.)
Quando você paga pra me ver sofrer?
Quanto você força pra me derreter?
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo cartão-postal
Aquela madrugada
deu em nada deu
em muito deu em sol
Aquele seu desejo
me deu medo me deu força me deu mal
Ai de mim, de nós dois
Temos um passado marcado,
não podemos mentir
Beijos demorados, afirmados
não podemos mentir
Ai de mim, de nós dois
Vale quanto pesa reza lesa de nós dois
Ai de mim, de nós dois"
Luiz Melodia.
(Quem me dera um dia, poder escrever tão bem assim
fazer alguém sentir tudo isso , só lendo minhas palavras.)
sábado, 25 de setembro de 2010
Coisas/
Tem coisas que merecem ser comentadas e re-contadas.
Tem outras que devem ser esquecidas. Só isso!
Tem outras que devem ser esquecidas. Só isso!
Tosco./
Sub nick de msn :
- "Vote no Plínio. Ele vai liberar a maconha!"
É disso que esse país precisa ?
- "Vote no Plínio. Ele vai liberar a maconha!"
É disso que esse país precisa ?
ComAssim?/
Msn
Rose diz:
"O amor é como a gasolina da vida. Custa caro, acaba rápido e pode ser substituída pelo álcool"
Achei a tua cara essa frase!
Euri...
uahiuhaiuhehahiuaehaiue
Porque já, Rose?
Rose diz:
"O amor é como a gasolina da vida. Custa caro, acaba rápido e pode ser substituída pelo álcool"
Achei a tua cara essa frase!
Euri...
uahiuhaiuhehahiuaehaiue
Porque já, Rose?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Pensei, senti e escrevi aqui/
Eu estava pensando aqui, o quanto eu gosto de conhecer e saber lidar com os tipos variados de gente, mesmo eu nem tendo tanta paciência assim com esses tipos todos. Mas ainda sim, prefiro conversar com gente que conversa o mesmo papo que eu gostaria de conversar todos os dias. Que bebe o mesmo líquido que eu bebo, mesmo que seja só por gentileza. Que faz companhia, mesmo calado e que sabe animar um coração largado.
Passei uma madrugada que transbordava poesia, em companhia de uma pessoinha fantástica e super educada e que é meu vizinho. (Parece que ele veio pra espantar as coisas ruins...)
Bebemos um pouco, ouvimos músicas agradabilíssimas aos nossos ouvidos, vimos uns curtas e conversamos sobre tanta coisa que até nos faltou assunto... hehehhehe
Ao lado de pessoas assim, nem precisa tanto álcool ou cigarro ou sexo ou mesmo qualquer outra piração...
A minha sorte, é que eu sempre encontro gente assim...
E eu queria um dia, ser gente legal desse jeito!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Ah, Clarisse!
“Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona,está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Nesse vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavra que digo escondem outras – quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.”
Clarice Lispector.
Clarice Lispector.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Aqui./
Enquanto uns dormem... eu aqui, fico acordada reclamando do já reclamado!
Enquanto uns riem ... eu aqui, viajo sem parar em um céu de coisas abaladas.
Enquanto uns caminham com direção... eu aqui, observo como andar.
Eu aqui, uns aí!
Enquanto uns riem ... eu aqui, viajo sem parar em um céu de coisas abaladas.
Enquanto uns caminham com direção... eu aqui, observo como andar.
Eu aqui, uns aí!
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