domingo, 20 de dezembro de 2015

Voei.

                                                                   
            

Tempo que alinha os caminhos e me faz sol: me ensina a viver aqui.

.                                                                                       Carolina- MA Portal da  Chapada

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

*__________________*




Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse.

<3 p="">

Chá de poesia.



=~

Pra emocionar de felicidade e amor.

Não pelas tristezas da vida.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Assim, tipo eu.


Morrer é preciso.

Entre os baculejos que a vida tem me dado ultimamente, tenho compenetrado minhas energias nos poetas, nos meus gatos e na música. Tenho fugido de mim e encontrado meu eu nessas minhas fugas. 
Hoje, me encontrei em Fernando Pessoa, no poema "Morrer é preciso" . Li e reli. Cantei para mim mesma, como um mantra que eu preciso engolir pra me entender. 
Através desses versos, revisitei meu passado, aquele de Vigia de Nazaré. De um tempo amargo e agridoce que transformou meus caminhos. Foi lá que eu Morri e Renasci . Nasci essa Laila cheia de amor, regada por uma gente cheia de histórias que me transformou. Me elevou a uma espécie de plano maduro de ser humano. Ser que outrora nunca soube o que era amar. 

Me encontrei também em meus gatos que me acompanham sempre. Me observam como estivessem esperando alguma palavra, algum beijo, cheiro... Me encontro com o amor que me ofertam. Um amor calado, um pouco arredio talvez, mas muito me ensinam em saber esperar, saber que o tempo é rei desse universo. Em não abrir mão dos momentos de lazer e distração e que eles não gastam tempo ou energia com o que não lhe fazem bem. Me encontrei na superação de cada dia, ver  novos momentos pra recomeçar e tentar o fazer o bem para quem me quer bem. Me encontrei com a paciência que eles cultivam e a observar de longe, conhecer e chegando aos poucos. 

Me encontrei nas canções que há muito, não ouvia. E entendi que mais uma vez eu só preciso deixar o tempo seguir no tempo certo. E que detalhes vão sumir na longa estrada , para continuar aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje. E sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama. Que muito muito te ama.


Morrer é preciso! Fernando Pessoa.

Estamos acostumados a ligar 
a palavra morte, 
apenas à ausência de vida, 
e isso é um erro. 

Existem outros tipos de morte. 
E precisamos morrer a cada dia.

A morte nada mais é que 
uma passagem, 
uma transformação. 
Não existe planta sem a morte 
da semente, 
não existe embrião sem 
morte do óvulo e do espermatozóide, 
não existe borboleta sem 
a morte da lagarta. 

A morte nada mais é que o ponto 
de partida para o início de algo novo, 
a fronteira entre o passado 
e o futuro. 

Se você quiser ser um bom universitário, 
mate dentre de você o 
secundarista aéreo que acha que 
ainda tem muito tempo pela frente. 

Quer ser um bom profissional? 
Então mate o universitário 
descomprometido que acha que 
acha que a vida se 
resume a estudar só o suficiente 
para fazer as provas. 

Quer ter um bom relacionamento? 
Então mate dentro de você 
o jovem inseguro e ciumento, 
crítico e exigente, 
imaturo, 
egoísta ou solteiro solto 
que pensa que pode fazer 
planos sozinho, 
sem ter de dividir espaços, 
projetos e tempo com 
mais ninguém. 

Quer ter boas amizades? 
Então mate dentro de si a 
pessoa insatisfeita, 
que só pensa em si mesmo, 
mate a vontade de manipular 
as pessoas de acordo com 
a sua conveniência, 
respeite os seus amigos, 
colegas de trabalho e vizinhos.

Enfim, 
todo o processo de evolução 
exige que matemos o nosso eu passado, 
inferior.

E qual o risco de não agirmos assim? 

O risco está em sermos duas
pessoas ao mesmo tempo, 
perdendo o nosso foco, 
comprometendo a nossa produtividade, 
e, por fim, 
prejudicando o nosso sucesso. 

Muitas pessoas ficam 
assim porque continuam se 
agarrando ao que eram, 
não se projetam para o que 
serão ou desejam ser. 

Elas querem a nova etapa 
sem abrir mão da forma 
como pensavam ou como agiam. 
Acabam por se transformar 
em projetos acabados, 
híbridos, 
adultos infantilizados. 

Devemos, 
até, às vezes, 
agir como meninos, 
de forma a não perder 
as virtudes da criança: 
vitalidade, criatividade, 
brincadeira, sorriso fácil, 
tolerância... 

Mas se quisermos ser adultos, 
devemos, necessariamente, 
matar atitudes infantis, 
para passarmos a assumir
inteiramente os papéis de cidadãos, 
pais, líderes, 
profissionais...

Quer ser alguém melhor e evoluído? 
Então precisa matar em 
você o egocentrismo, 
o egoísmo, 
para que nasça o ser 
que você deseja ser. 

Pense nisso e morra, 
mas não se esqueça de 
nascer melhor ainda.

O valor não está no tempo 
que as coisas duram, 
mas na intensidade com que acontecem, 
por isso existem 
coisas inexplicáveis, 
momentos inesquecíveis, 
pessoas incomparáveis.

Amarei de janeiro a janeiro


Não deixo pra trás nada do que eu realmente amo. Carrego dentro do peito toda essa gente aí. Todo o amor nascido aqui, atravessará um mundo inteiro, só pra eu viver .



"Mas talvez você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar"




Até o mundo acabar!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Aí eu perguntei:

-"O que eu faço com essa dor aqui de dentro?"

- " Escreve, escreve , escreve até doer o dedo."

- " Mas aí, vai doer dentro e fora de mim. =/"

- " Não vai não, besta! A dor de dentro vai tá fora, bem nos dedos. Aí é só sacudir bem assim ó ... e , pronto! A dor passa."


=]


...


Acalenta, coração amado.

  <3 p="">

O que eu queria assim de com força.


                                                               

Saí de orbita.

Pulei da cama, atravessei o quarto, caí na mala pra sair de órbita. Em meio as lembranças, abri a janela da mala e acenei para o quarto arrumado, um pouco empoeirado, que resguarda só amor consigo e nos retratos. Acenei para alguns livros e para os felinos. Suspirei.

E a mala resolveu andar. Abriu a porta, depois o portão e agora estamos pela rua. Ninguém nos empurra, ninguém nos repara. Ninguém vê que estamos indo embora. Ninguém se importa.

Prefiro assim... É melhor para os corações. É melhor para a alma agora ofuscada. É melhor para as dores. É melhor para curar os desamores. 

É melhor.. melhor ...  melhorar  e mergulhar... ao mar.  

Ah [mar].


sábado, 12 de dezembro de 2015

Quando a gente quer muito que aconteça, é aí que demora.

Roda vida!
Passe tempo, meu fiel cruel amigo. Voe ao seu querer, ao seu pensar e me ajude a aprender contigo. Me ajude a criar meu remédio pra curar as feridas do presente. E já rir do passado. 
É tempo de recomeçar. 
Quero! 
Vejo alí na frente, aquela vontade louca de me reinventar. 



Mais um dia cinzento.

Hoje foi um desses dias que amanheceu nublado. Dia difícil.
Choveu intensamente dentro e fora de mim. Era mais uma perda desse mundo. Mais um amor-irmão que se vai daqui. Aquele músculo mau curado, voltou a sangrar e palpitar de dor. Foi um pedacinho de mim que se foi, voou pro alto, e foi cantando subindo e sumindo... 'Foi morar no infinito e virar constelação'
A noticia caiu bem em cima da ferida e a dor mais forte reinou. É que eu tive uma chance de ir vê-lo de perto sadio e não consegui ir. A carne dilacerou.
É um coração o meu, mutilado pelo tempo da saudade, essa menina ingrata que grita, assusta e rodeia a gente. Castigo! 

E o que tava dormido aqui, acordou e jorrou água. Alagou. Me afoguei!


Foi um dia cinzento que vai durar pro resto da minha memória escura. 




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Balanço.

Em meio as dificuldades do dia-dia (o meu sumiço daqui está incluído) , não percebi o quanto estive e ainda estou   esnobe, culpando terceiros pelos meus desequilíbrios emocionais. Na verdade, é o mais fácil a se fazer: apontar o outro como sendo a peça chave daquele problemão que resolveu se instalar na minha vida! Porque é realmente difícil ver nosso dedo podre sendo autor de um 'crime' contra nós mesmos. E quando esse olhar diferenciado sobre nós mesmos muda?

Não sei. 
É que eu sou muito nova, muito crua, muito imatura. Não cai da árvore e não tô pronta pra ser consumida ao pé dela. Não vivi quase nada pra responder as minhas próprias inquietações. 
Mas já sinto que ao levar algumas lapadas da vida, já aprendi algumas poucas e boas que me fizeram entender quem eu sou e onde estou, o pra onde vou, é mais incerto de certo.

Quando olho pra trás, em meados dos anos 90, me vejo sentada no fundão de uma sala de aula, bem escondida de todo mundo porque eu tinha vergonha de sentar na frente e não ser inteligente suficiente pra que a professora viesse perguntar qualquer coisa e eu não conseguisse acertar a resposta, mas passou. Acabou a fase da timidez que me matava todos os dias que eu tinha que ir à escola.

Já mocinha, no ensino médio, me vejo sentada na calçada no canto da Timbó, aprendendo a beber cachaça com limão embaixo daquele sol torrencial do meio-dia, logo após a aula, com uns amigos malucos  e achando tudo um máximo porque a infância já terminara e eu já era quase adulta,  por isso precisava quebrar as regras de outrora, mas passou. Acabou a fase da empolgação jovem inconsequente.

Anos mais tarde, já me vejo na universidade, em um município próximo a Belém, aprendendo a ser gente de verdade e estudando pra ser professora. Aprendendo a ter responsabilidades de acordo com as necessidades vividas alí. Entendi alí que eu não poderia antes, viver em um mundo só meu, aprendi que eu precisava de pessoas ao meu lado e que eu me apaixonei por todas elas. Aprendi a lapidar meu coração e vivi o amor. Confiei e desenhei amizades completamente estranhas, construí a Laila mulher, professora, amiga, despojada, lutadora... e passou, mas em mim sempre ficará aquele pedaço de Vigia de Nazaré. O pedaço que me fez transformar dor em crescimento e amor. 
E aí passou. Passou a fase difícil e desoladora e ficou o amadurecimento de que tudo na vida acontece pra nos fortalecer.

De lá pra cá, me envolvi em tudo o que aparecia pela frente. Trabalhei em alguns municípios próximos ou até distantes de Belém e a cada contato novo , minha vida se engrandecia, seja de dor, desilusões, alegrias, gatos, amizades, desamores, sonhos...

Me envolvi com o Amor e me joguei de cabeça.

Amei demais e eu achava que haveria de ser retribuída ( vê se pode?!) , mas já aprendi que isso não acontecerá sempre. Na verdade, retribuição é relativa. A gente gosta de várias maneiras e essa contra partida deve ser natural sem esperar muito do que os outros podem ou não ofertar. Me envolvi demais, mas também foi natural, entende? Nada foi forçado.
Confiei tanto que eu jamais imaginei que alguém pudesse quebrar essa confiança. Mas agora tenho pensado na essência humana. O quanto eu tenho minhas falhas, fraquezas e fortalezas que talvez não sejam as mesmas em relação a mim.
E é aí que cheguei ao meu real alicerce ( ou pelo menos parte dele): me encontrei comigo mesma e senti minha força emanando paz e alegria pra mim e mais próximos. E que eu tenho mesmo ainda muito o que aprender.




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Não me ensinaram o que fazer quando a saudade apertar."




Dia 15/04/2015 fez 5 anos que ela se foi , mas pela falta de internet e algumas chatisses da minha vida, não pude postar nada. Mas guardei algo que meu coração transbordou hoje:

Cidade das Mangueiras, 24 de agosto de 2015.
Minha flor sorridente,
Cinco anos. Cinco anos que não parecem cinco.
Tudo foi tão rápido. Porém a saudade aperta todos esses dias. E ainda dói. 

Te escrevo para te lembrar de nunca esqueceres daqui, de nós, do que és, da tua essência, do que vivemos juntas, do quanto te amamos e te queremos sempre por perto. Quero que possas estar em meus constantes pensamentos, para que eu nunca esqueça do teu rosto, das tuas palavras, tua voz, teu sorriso contagiante...
Toda vez que chega essa data, a garganta aperta de forma que não sei segurar. Chega a sufocar e inevitavelmente vem as lágrimas. Aquela cena e aqueles momentos de dor retornam como se fosse hoje. O tempo tá passando rápido, mas tudo parece tão recente e doloroso demais que o coração adoece novamente e quase não consegue respirar. 
Te escrevo para que, daqui há alguns anos, possas perceber o quanto permaneces em nós. E o quanto tens nos feito repensar nossa forma de vida pra melhor. E que a saudade nunca se afasta. 

Ao te olhar nas fotos hoje, pela manhã - algo que não fazia há algum tempo - percebi que teus traços , o brilho nos teus olhos, o teu coração permanece alí pra nos lembrar que tu estarás conosco pra eternidade. Te olhei da ponta dos teus dedos dos pés e fui elevando o campo visual até me deparar com a nossa última despedida. Naquela tarde de terça-feira, em que eu havia visto o pôr-do-sol mais iluminado que presenciei e eu fui te ver. Após alguma conversa curta, me deixaste um sorriso e eu te deixei um beijo na testa e te disse que tudo ficaria bem.

Chorei!

Desaguei desejando do meu infinito que o tempo voltasse e eu pudesse viver mais tempo contigo. Lamentei que o tempo tem passado e eu não tenha tanta vontade de voltar à Vigia. De passar pela frente do lugar ao qual teu corpo descansa.  Ainda sinto dor! Essa dor que não cessa. 
Pensei o quanto as coisas teriam sido diferente se ainda tivesses por aqui. O que teríamos feito juntas ainda?! O que teríamos conversado tanto no teu quarto rosa ou aqui por Belém?!

Hoje, que minha vida não tá nada do jeito que eu queria insisto em lembrar de ti e daquele ano de 2010 que me levou à vida e à quase morte em questão poucos segundos. Lembro que não queria voltar a estudar, não tive vontade de retornar a qualquer atividade. Não tive forças pra comer, levantar da cama ou atender telefone. Tive medo de ouvir qualquer notícia ruim.
Tive medo de viver. 
E  eu insisti e lembrar de ti. 
Sobrevivi com aquela dor. Me fortaleci dessa dor. E eu , na minha ignorância de ser humano, achei que dalí em diante achei que qualquer coisa não me derrotaria tanto quanto a tua perda me abalou. Mas eu tava errada. Ainda virão tempestades que me tirarão o chão , mas de certo que tua imagem nunca deixará meus pensamentos, pois as lembranças que tenho de ti me fortaleceram e me ajudam a ficar de pé pra enfrentar os vendavais. Por isso querida, obrigada. Obrigada pelo alicerce preparaste a mim.  Os desafios que estou vivendo neste momento, tô tentando transformar nas oportunidades que me iluminas. 

O meu abraço cheio de flores e a minha gratidão estão contigo. 
À menina dos olhos de jabuticaba,

Laila Maia. 

Post Scriptum: O dia 15 e todos os outros dias são de saudade!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Coração adoentado.

Doença da alma e do coração é coisa séria. Quase não tem cura imediata. Não há remédios ou receitas caseiras. Não há médicos para a dor da alma. E as feridas crescem a cada amanhecer.
Também crescem flores no quintal.
E adormece um coração.
Mas uma voz lá no fundo sussurra: Tudo passa, tudo passará!


Hoje adoeço , pra amanhã acordar mais forte.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

;


E se essa vida fosse um sonho...



São as lembranças boas que ficam. Elas que consomem o maior tempo dentro de mim. E elas que me fazem viver.

Procurando...

harmonia do coração que a vida carrega consigo!

Re (começar).

“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta esta coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso é, às vezes, cruel, porque permite que a dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez.”

Caio Fernando Abreu



... e que ainda exista amor pra recomeçar!

sábado, 27 de junho de 2015

.


Tenho mania de chover.

Tempo nublado.
Escuridão.
Frio.

Quando chove dentro da gente mais do que lá do céu,
o som do coração é trovão,
os raios caminham nas veias e a enchente afoga toda gente.

Outro dia tem que nascer e a gente se refazer.

Aquela cena.


... Mórbida. Do enterro.
Da despedida.
Da dor que não se mede.
Da saudade que estrangula.
Da partida, sem volta!
E a Construção de uma retomada à vida!

Dói!


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Novos hóspedes.



Esses dois nenéns estão comigo. Foram resgatados dia 8 de junho desnutridos, famintos e bastante sujos . O Julinho (branco com pintas rajadinhas) estava na Av. Independência prestes a ser atropelado e meu pai o resgatou. Neste mesmo dia pela noite, ouvi miados ao longe e bem forte de um filhote, e ao encontrar o Dante alí, mutilado e bastante assustado, não pude virar as costas. E mesmo superlotada de animais em casa, estou como LT desses dois nenéns. Ambos precisam de um lar responsável e cheio de amor pra que consigam superar os traumas do abandono e descaso. Estão com aproximadamente 2 meses , comem ração dura , foram vermifugados, banhados e usam a caixinha de areia. 

Me ajudem a divulgar , por favor!
Whatsapp : 98148 1559

Alimento: música.


Show Retrato em Preto e Branco. Foto: roubada do facebook de Agis Junior.

Ontem, a janta teve a ver com Chico Buarque e Alba Maria.
Ele, grande compositor brasileiro sendo homenageado por ela, a mulher hipnotizante.

Tive o privilégio de escutar o canto de um pássaro. Entoou por entre as entranhas e veias até tomar por inteiro a Alma. Tinha brilho enérgico compenetrante feminino, que já na primeira música adocicou todos os problemas da vida. E por um instante, fui a um lugar mágico e lá, fiquei até aquele pássaro parar de cantar. Então, voltei à Terra, como de uma viagem estonteante. Voltei renovada à cadeira daquele teatro. 
Alba Maria é o pássaro que tem o dom de transcender nossa carne. 




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Descontrole emocional são burocracias da mente.

Ainda sou muito imatura em não saber controlar minhas emoções. Ultimamente então, quando não consigo resolver algo , me desato a chorar (como se isso fosse resolver alguma coisa). Há àqueles que dizem que chorar é uma forma de desabafar, mas me explica de que forma? 
Creio que a gente só ficava aliviado mesmo ao chorar, quando éramos crianças. Quando em qualquer queda que arrebentasse o joelho , sangrasse horrores e ainda levasse uns pontos nos desatávamos naquela hipérbole prática de 'rios de lágrimas reabastecendo mares por todo o planeta terra', e no fim , os adultos diziam: já passou , já passou...e nos distraiam com qualquer boneca de cabelo velho e sorvete, e pronto! Estávamos aliviados por desabar no choro e nossos problemas emocionais estavam controlados. 
Mas agora, com quase 3 décadas na cara de sem vergonisse, apenas CHORAR e NÃO resolver de fato os problemas é uma regressão humana. Mas também não estou chamando ninguém de mela cueca por desaguar-se.
E como alcançar esse nível jedi de maturidade? Tem manual pra isso?
Certamente não. Como pra todas as experiências da vida, néh migs. Tem que ter esforço. Treinamento diário. Forçar as mudanças em si e pensar mais racionalmente nas situações, respeitar a individualidade e escolha do outro, internalizar que nem sempre as coisas acontecem como desejamos, precisamos nos manter calmos para lidar com tudo ao redor. Seguir, focalizar e botar quente. E se a imaturidade for muito forte e difícil de controlar, ajuda profissional sempre é uma nova escolha. Mas antes, claro, precisamos reconhecer sobre essa imaturidade.
Outro dia um cara que eu nem conhecia muito bem, disse assim: "tu tens jeito de controladora, teimosa e com forte tendência a se fazer de mártir. Mas és gente boa e vai à luta. "

VRÁÁÁÁ!!!! Parei alguns segundos pra engolir o que ele tinha dito. Vi que tinha alguma razão em dizer isso. Foi um soco no estômago e me maltratou por dias, juntamente com a minha gastrite.  Mas foi bom, porque a gente é mal acostumado a gostar de ouvir elogios somente. E aquilo foi cortante, mas depois me senti aliviada, porque alguém teve coragem de falar mesmo não conhecendo bem. 
Muitas vezes , achamos que o problema é só com o outro, nos eximimos da culpa, e pensando assim, parece bem contraditório, pois nos excluímos da autoria do que nós mesmos sentimos, fazemos, pensamos. 
E por vezes, nos excluímos de nós mesmos sem perceber. 







Só pra lembrar...



Que eu continuo sendo a louca dos gatos.
Fiz essa 'redeliche' pra que eles percebessem a delícia que é embalar-se em uma rede.

e...
Nos embalamos juntos, em um balanço só nosso de amar. 

Fui alí rapidinho e esqueci de avisar. Mas já voltei!

O tempo tem me consumido e mostrado que a vida é pulmão gigante que não pode parar. E esses pulmões têm me feito aprender a respirar. Tenho escrito pouco aqui, mas tá tudo guardado nas páginas da minha história.
Depois da súplica aqui por um emprego, alguém leu-me e entendeu minha extrema necessidade em ter que trabalhar. Daí recebi um chamado para lecionar aulas de Redação, aos finais de semana em um preparatório para o Enem, no município de Tailândia, há mais ou menos 4hrs de Belém. 
Lá, tenho me desdobrado para repassar conhecimento específico e ajudá-los na motivação pelo sonho da graduação, com carisma, sorriso no rosto, coração latejante e alguns calos nos dedos nas correções das redações. E ao contrário de Altamira, lá temos uma estrutura muito boa para estadia, alimentação, passagem e sala de aula, porém tenho aprendido tanto quanto.
Penso que esse ensino-extensão deveria ser aprendizado para todo e qualquer ser humano que pudesse conhecer a si mesmo. Que se dispusesse a conhecer o eu que atua como personagem em alguns ambientes e o eu reflexivo e nada fútil que reaprende a se olhar como o humano sensível e frágil longe de seu habitat natural. Aprendo mais e me apaixono mais pela forma de auto-conhecimento me levam essas viagens literárias em sala de aula e nas estradas. Percebo que a vida tem maior sabor e muitas outras cores do que as que costumamos ver. E a gente só percebe , quando flutuamos e nos permitimos ir. 
Ainda tô aprendendo a respirar com esses pulmões gigantes de forma correta, pra não ficar rouca toda vez que saio da sala de aula,  re-aprendendo o que essa respiração tem pra me mostrar. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Só pra constar.

Ainda estou desempregada precisando muito de um emprego. 
Tenho 7 filhos pra alimentar e mais 4 afilhados. Todos de 4 patas. Os felinos mais filhos que eu já tive.
São os amores da minha vida, mas só amor não enche barriga né?!.Só a saca da ração de 10kg é 100$ e gasto uma e meia por mês. Ainda tem os remédios, vitaminas, vacinas ...  E a coisa tá difícil. Ninguém tem nada a ver com a quantidade de animais que me responsabilizo, mas pelo menos se alguém souber de uma vaga de professor de letras em algum bairro de Belém e região metropolitana, eu tô encarando. 
Trabalho em um projeto em uma escola estadual, mas como os docentes estão em greve, o projeto parou e a grana (que é já o mínimo do mínimo) também. 

É... eu podia tá matano, roubano, me prostituíno... mas não! 
Tô aqui dando o papo prozamigos que vem aqui me dar moral.

É sério gente! Me avisem de emprego. TÔ DESESPERADA JÁ!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Colorência.



Quero sofrer disso!

(Porque a tal da sofrência tá na boca de todo mundo e tá um saco! )
Falei!

Beija-flor.

A beija-flor que resgatei outro dia e levei até o Mangal das Garças em Belém, infelizmente não sobreviveu. O biólogo mandou um e-mail dizendo que a menininha não aprendeu a caçar as mosquinhas que seriam necessárias para a nutrição e reabilitação dela.
Fiquei super triste, afinal de contas a intenção era fazer o melhor pra que ela conseguisse sobreviver. Passei um dia e uma noite alimentando com água e açúcar (o que é super prejudicial pra qualquer passarinho *o açúcar em contato com a água forma um fungo que traz doença, semelhante ao câncer, no biquinho do beija- flor.  Vide. http://vsceomundo.blogspot.com.br/2011/01/acucar-e-o-beija-flor.html*) , mas o biólogo, não me condenou por alimentá-la desta forma, pois o correto é dar o néctar que tem proteínas necessárias e mosquitinhos. Apenas nos parabenizou pela consciência de tentar salvar uma vida.
O que confortou meu coração.








Estive longe.

Estive longe de mim. Longe daquela vontade de ver o sol. Longe da terra , bem perto do mar. Desaguei e misturei meu corpo àquele água salgada . Acho que o tempo tentou parar minhas vontades, e estaguinei! Parei. 
Parei pra olhar fora de mim. E me perdi. 
Em meados aos surtos, voei!
Viajei e voltei. 
Voltei pra mim. 
Pra dentro de mim. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A sorte bateu à porta. Era um beijo frágil, lindo e ofegante.

Talvez o universo conspire a meu favor quando me manda vidas para amar.
Talvez ele me teste, me ilumine e me sensibilize.
Talvez ele meça minhas forças quando me apresenta a vida de forma delicada e tão frágil.




Acordei com meu pai dizendo que o vizinho achou esse beija-flor sem forças e que não conseguia voar. Prontamente fizemos os primeiros socorros, com a um paninho, uma vasilhinha, um pouco de água com açúcar e vontade de cuidar. 
O bichinho ainda não consegue alçar vôo, tá quietinho e bebendo sozinho o néctar improvisado.
Espero voltar aqui de novo pra dizer que ele conseguiu voar e ser feliz novamente. 
=*




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Fixação.

Comprei há mais ou menos um mês atrás , de um sebo de uma amiga, o livro "Todas as mães são felizes" da Lucinha Araújo, que conta a história do filho, o Cazuza , mas só peguei o livro semana passada. E em três dias, logo devorei. 
GENTE, que livro maravilhoso! Fiquei encantada com a viagem ao tempo que pude fazer pelas palavras da Lucinha. Chorei bastante logo nas primeiras páginas e me senti dentro da história. Até cheguei a me arrepender em vãos momentos , por não ter nascido naquela época, caramba! Sempre tive vontade de lê-lo, mas por algum motivo a mais, nunca procurava pra comprar. E me perguntava a todo momento, "por quê eu não li esse livro antes? POR QUÊ?"
Antes de qualquer 'anticazuza' falar mal do artista criticando-o a classe econômica a qual pertencia, defendo as palavras da mulher que aguentou aquela barra toda junto com O homem de alma iluminada que bebia poesia a todo instante. Defendo as palavras de mãe que amava demasiadamente o filho único e não queria perdê-lo para a morte. As palavras da mulher cheia de esperanças e orgulho do menino poeta. A mulher que deu a luz ao cara que fez história e ficará pra eternidade como um porra louca, mas acima de tudo um poeta genial. 
E se antes eu já gostava muito do Cazuza com o pouco que eu sabia sobre sua história, agora minha vida ficou mais cheia de luz ainda. 
Tenho andado chata demais, sensível demais, chorona demais, repetitivas demais, cazuzeando demais...

Das coisas que eu preciso aprender.


Sobre maquiagens.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Só pra não ver a vida em branco.

Acordei 4h21 , despertada pelo roçar nas pernas. Era o meu gato pedindo comida. 
Alimentei-o. O sono foi embora. 
Me reviro na cama , mas me dá vontade de correr. Saio então. Meu destino é a sorte.
Dê-me licença. 

Vou com o sorriso nos lábios cazuzeando. O poema tem a ver com Blues e piedade. 
Talvez seja a receita pra felicidade que ando a procurar que sussurra em meu ouvido.

Talvez encontre um caminho , um destino sujo. Mas tudo tem um risco .
Tudo tem sua hora.

E eu vou procurar, o que a vida guarda pra me presentear.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sobre ajudar quem realmente precisa II




Essa é a Frida. Também foi resgatada da rua. Papai pegou ela do acostamento na BR, em Marituba. Os outros irmãos já tinham sido atropelados. Deve ter por volta de dois meses e é muito fofa com essa pelagem rara de felinos (três cores somente fêmeas possuem, e são bastante escassos). Já está vermifugada e sabe usar perfeitamente a caixinha de areia.
A Frida também fica presa no meu quarto para que os outros, que são mais velhos não malinem com ela. 
Eu, como me apaixono fácil, é impossível também não encher o coração de amor por ela, mas infelizmente não tenho condições pra manter todos os bichanos que me aparecem, por isso tô tentando adoção responsável pra essa lindona. Garanto castração. 
Alguém se propõem a esse amor ?

Sobre ajudar quem realmente precisa e nunca fingir não estar vendo.

Retrato do dia que eles chegou em casa. Pesava 1kg 1/2 e estava bastante desidratado.

Encontrei o Vicente na feira aqui perto de casa, de manhã dia 22/01/2015, com a calda toda queimada, em carne viva, tava horrível. Estava tão quietinho deitado na calçada , mal podia se mexer e quando passei , não tive coragem de deixá-lo. Peguei no colo, coloquei em uma caixa de papelão e levei até a Dr Ada, uma veterinária amiga, daqui mesmo pertinho de casa. O diagnóstico logo foi que alguém ou amarrou uma bombinha na calda dele , ou simplesmente botaram fogo que fez esse estrago com o bichinho. E haveria de amputar 5 dias após o resgate. 

Trouxe pra casa e os meus 4 filhos não gostaram nada. Logo tive que trancá-lo no meu quarto sozinho para que eu pudesse tratá-lo, a priore lavando o ferimento com soro fisiológico e cuidando para que ele se habituasse com caixinha de areia, os cheiros diferentes e etc. 
Também pedi ajuda no facebook para o tratamento dele e adoção. E ainda bem que uma ex-professora viu e logo disse que iria me ajudar com a castração e adoção. Outras duas amigas se comprometeram a me ajudar a pagar a cirurgia e vacina dele. 

Tenho tido trabalhos extras com o Vicente e os outros. É que eu não deixo que ele saia do quarto nem que os outros entrem, mas entre uma abertura da porta e outra ele sai, ou alguém entra. E como é um menino muito cheio de vida, quer brincar, pular, correr pelo quarto, e nessas peraltisses, bateu o lugar da cirurgia que chegou a sangrar. Também conseguiu tirar algumas vezes o colar elizabetano que está usando para evitar o que ele já fez: lambeu e sangrou de novo. Essa cicatrização tá sendo bem demorada porque foi uma queimadura de alto grau na pele. E com isso tenho dormido pouco, saído rapidamente pra zelar pelo tratamento correto dele. Tenho me esforçado bastante pra isso e até me causado um certo estresse, mas isso é o de menos. O que importa é que consegui resgatar e aos poucos recuperar esse animal , que provavelmente morreria alí.

E como de praxe, tô apaixonada pelo Vicente. É um amor de gato. Desde que chegou em casa, não reclama de nada, tem apetite de sobra e mesmo no estado em que se encontra, brinca, pula, se diverte. E eu mais ainda com ele. 


Vicente hoje, com quase o dobro do peso que eu o resgatei. Hidratado e faminto.
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Tenho andado iluminada.



Retrato do abrigo da Samira ( um anjo, salvadora de felinos) que conheci no outro abrigo, o da Alba Maria.



Tenho andado encantada demais, com pouca pressa de ir.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

Geni e o Zepelim.


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Mil faces.

Eu aqui , nas minhas obrigações de cuidar da casa, estava pensando o quanto somos retalhos costurados pela linha do tempo. Somos mil faces em um pano. Digo , os seres humanos, sem distinção de gênero , etnia ou raça.
Somos cheios de colagens e recordes, seja da infância, da tv, do convívio com a família, amigos, inimigos, desconhecidos e etc. 
Estava pensando... Enquanto me encontro no ócio da profissão, me ocupo dos afazeres domésticos, da canção e poesia dos dias em casa. Me faço música no corpo de mulher. Me vejo chata e um pouco cansada. Pinto e bordo nas paredes do meu quarto. Colo lembranças e escrevo bobagens. Gosto da bagunça e liberdade, mas queria também um pouco de organização.
Sou dessas que não pára muito tempo quieta. Cozinho, lavo, limpo a casa e costuro a saudade. Sou mãe de gatos. Preocupada e protetora. Tenho pouco dinheiro, criatividade e um pouco de preguiça. Mas não meço esforços pelos meus filhos. E como diz minha mãe, quem tem pouca grana e mais de um filho, tem que inventar. Faço as camas, brinquedos, dou os remédios, comida, vacina, meu quarto e meu carinho. E não abro mão do bem estar deles. 
Educo e caduco. Faço de um tudo e sofro.Tenho um sol dentro do peito e a lua pra me acalmar. 
Me chamem de fútil por amar os meus peludos, mas me desculpem, prefiro ser fútil a ser estúpida por não reconhecer o amor. 
Sou das mil faces, não de todas . Talvez das mais comuns. Aquelas que são pouco prestigiadas. 



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Manias.

Aquela mania louca de amar o desfavorecido,
 colecionar amores ,
 chorar o inadiável
e
agradecer pelo sol.
Vicente e Frida , hóspedes iluminados.



Rato.

                                                               
                                                                         João.



Shiva.


Todo mundo na tevê que eu desfiz e montei a cama pra eles.

=D

P.S : Tá faltando a Linda. A gata rabugenta.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Parasitas a sós.

(Foto da net)
Talvez os ventos levem as palavras que são leves, soltas , fugidias, prontas para se libertarem da língua. Mas e o desejo, quem carrega?

A boca fechada marca o tempo, abusa do caos que toma conta do corpo. Saudade. 
Aquele odor impregnava no ar por dias, até que ele resolvesse aparecer novamente. Meu corpo padece.
Dias vazios tomavam o quarto inteiro com aquele aroma da última camisinha usada e o cio que nunca cessava. Lembranças vagavam pelos esconderijos das veias, e eu caminhava na casa vazia. Da cama para a cozinha até aquele ruído na minha janela aparecer e recender a presença alucinante.

-"Fi fi fiiiio."

Dispara um coração.

-"Chegou!"

Senta no sofá, acende a erva e um incenso. A bebida vermelha que o acompanha no copo da mesinha da sala já o espera. Fita-me.
Me constrói no olhar compenetrante irradiando desejo. Desenha-me com os pensamentos minhas formas, curvas , pele. Fareja meu olor misturado à lembranças. Mudo, me consome.
Me conduz com um olhar atrevido que me chama, hipnotiza, tranquiliza, entontece. Me dissolve na cama. Mergulha em minha carne. Delira. 
Nos transformamos em pó toda vez que nossos cheiros pensamentos se confundem.

Me alisa com a língua, por cima da blusa, os mamilos ensandecidos . Sem pressa, começa a passar a mão nas minhas coxas, passeando com os dedos pela virilha , calcula minha umidade. Desregula o ar.
Por cima da calça jeans, minhas mãos lhe tocam o escroto na maior aspereza e fome. Massajei-os , acaricio-os. Até o falo latejar desesperadamente. 

No ritual de sempre, ele me despi primeiro e eu lhe tiro a sanidade. Me beijava sem parar dos pés aos lábios mais grossos entre minhas pernas e me fazia contorcer-me o corpo enquanto me olhava fixamente. O mel escorria em sua língua que profundamente me encontrava. Me devorava sem pressa. Me lambia, mordia, chupava, tremia,  Me dissolvia em calda e lhe lambuzava. Me libertava da carne e me fazia transitar pelo universo. 

Lhe fazia carícias, lhe beijava, lhe lambia.  rosado e imponente. Debruçava-me a lhe cheirar, endeusava aquele pênis vibrante, brilhante de amor. Mordia, guardava em mim, nos mais belos movimentos. Parecíamos bailarinos. Contagiados , harmonizados um dentro do outro. 
Nos alimentávamos de nós. Dos sabores inebriantes , da energia amarga, dos surtos alados, da vaga lembrança amante.
Somos parasitas. 
Somos esconderijo de tempos em tempos. 




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