sexta-feira, 10 de outubro de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

...



Passei esse vídeo para os meus alunos do 6º ano e eles piraram . Saíram da aula amando a mim e ao Criolo.  <3 p="">

Batuque de Belém.


Retrato celular android Pocket. 
Mercado de São Brás às 20:10h do dia 26/09 testemunhando a Chuva.


Escorregadia, lisa, cheirosa, alegre e cheia de magia. Iluminada sem lua.
Uma bruxa , Belém.

Sem pudor chora de prazer. Refresca com suor que emana de baixo. 
Ora assusta com a violência que transborda de si. Ora acalenta com a calmaria.
É magia.

Não fujo de ti. 
Te observo enquanto respingas um choro espontâneo.  Um gozo-choro.
Um choro de gozo.
Um batuque.

Suada , cheia de amor e tambores.
Me alimenta além do bem.
Esse de Batuque em Belém.

sábado, 27 de setembro de 2014

No paladar de uma Mulher.





Minha transformação de Mulher segura, se firmou na boca de outra mulher. Foi o momento em que desequilibrou minhas crenças e divergiu o corpo da minha mente. Era como se meu espírito gozasse sem parar, observando aquela cena.

Ela era linda. Cabelos curtos, morena clara, olhos negros, estatura mediana, lábios finos, rosto angelical. Nos conhecíamos das festas, entre o mesmo grupo de amigos. E foi somente em uma dessas festas que nos conhecemos profundamente.
Ela era bissexual. Eu, completamente decidida enquanto heterossexual. No entanto, nos complementamos.
No salão principal, dançávamos em meio a multidão, e relativamente perto uma da outra. Estávamos bêbadas, mas completamente conscientes de tudo. Até que ela me chamou , perguntou se eu queria uma dose da bebida. Conversamos coisas em comum, até que ela pediu pra eu ajudá-la a segurar pela parte de dentro, a porta do banheiro.
Ela urinou , lavou as mãos e perguntou se eu poderia lhe dar um beijo. Me assustei, e a primeira reação foi exitá-la. Achei que fosse piada, sei lá. Mas acabei entrando na "brincadeira". Eu apenas sorri. E ela aproximou-se. Colocou as mãos em minha cintura e beijou-me. Deixei.

A sensação foi de um alívio estranho, mas eu me entreguei sem pensar que aquilo era errado. Nossas línguas se encontraram e dançaram fora de nossas bocas, até que ela levantou a cabeça e enfiou a língua na minha boca. Comecei a suar muito. Meu corpo não mais me obedecia.

Ela beijou meu corpo, me fez carinho, foi abaixando e me deixando com tesão. Passou pelos meus seios arrastando a língua quente e endurecida. Enquanto me chupava , me olhava firmemente. Era como se aqueles olhos me dessem segurança da vida.

Foi descendo aos poucos, levantou meu vestido segurando à altura do umbigo, colocou  sobre minha calcinha, o nariz e inalou profundamente. Passeou levemente em direção à minha flor de prazer e quando me alcançou, lembro-me que automaticamente gemi e abri as pernas. 

Foi aos poucos abaixando a calcinha e pondo os dedos entre os lábios grossos onde sentia o clitóris eriçado. Enfiou a língua nervosa e suculenta , apertando o grelo  que doía à libertação de como ela me provocava. Os dedos dela me penetram toda, enquanto eu a acariciava a nuca, puxando para mim.

Definitivamente, foi o instante em que senti a intimidade quente e molhada. Bastante molhada.
Eu senti seu corpo começar a tremer. Com isso, ela gemia alto, seu corpo ficou tenso e ela colocou os braços firmemente em torno das minhas pernas. 
Seu ápice foi consumir minha cona, enviando calafrios pela minha coluna espinhal.
Seus gemidos estavam fazendo meu corpo inteiro formigar, ao mesmo tempo em que flutuávamos. 
Fechei os olhos firmemente e arqueei as costas quando o prazer dela me foi enviado sobre a borda. Gozei. Chorei de tanto gozo. Gozei na boca dela.


Após alguns momentos, o meu clímax começou a diminuir e ela lambia com cuidado minha vagina. Levantou-se . Lambeu meus lábios. Nossos perfumes encheram meu nariz, eu provei de nós.

Saímos do banheiro com uma sensação de libertação. Nos despedimos e cada uma foi pra um lado. Não nos vimos mais. Mas aquela sensação , certamente não sairá jamais de nós.









quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Amar pra quê?


-Amar pra quê? Amar quem? Por que não, apenas Amar?!

-Porque não há nada que importe tão mais quanto o amor.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Percepção da janela do ônibus.



[...]

E o rei me disse:
"A pressa esconde o que já é evidente.
Foi do meu lado que eu achei o que me fez assim
tão diferente."

[ ...]
Um Rei e O Zé - Apanhador Só 


Sabe quando bate no rosto, o vento vindo da janela do ônibus, entra pelo teu celular, corre pelos teus fones até chegarem aos teus ouvidos e pintarem um sorriso tímido no rosto?

Às 6h15 em um Distrito lotado, parando continuamente na Br 316 devido ao trânsito caótico de um dia útil qualquer. Em pé , segura a um dos ferros perto do cobrador , surge uma vaga exatamente para o meu tamanho, vou me encaixando. Me liberto do sufoco maior e fico de frente pra janela aberta da parte mais alta. E no tédio da situação, a música e o vento se juntam. Me contaminam. É então que o dia se enche de poesia e alegria. 
Nos rostos amargurados dos ônibus e paradas pelas ruas, os semblantes são mais  fechados, endurecidos os que não tem poesia soprando em seus ouvidos. 

Quem dera todos se permitissem sentir a música ao nosso redor, hein?








Meus meninos e a lua.



Na janela do meu quarto ,
                                              alegrando meus dias ,
                                                                                    iluminando minhas noites.

sábado, 6 de setembro de 2014

As cartas que não se vão.

Tenho guardadas cartas de palavras molhadas que preservam lembranças chorosas de um tempo cinza. 
Um tempo guardado na gaveta entre teias, roupas e retratos felizes. Toda vez que remexo a gaveta, a ferida dói.
São palavras machucadas, de um coração vazio.

Em meio a bagunça, alguém bate à porta.
É ela, a saudade vasculhando portas, gavetas... encontrando papéis que soluçam
Enxugando os olhos e dizendo que é pra viver

sem medo dela.




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Adendo.

Desconfio de três tipos de pessoas, entre tantas outras, são as que me deixam em alerta:

-As que não gostam de animais,
-As que não olham nos olhos ;
-E ALGUNS pedagogos.

Desculpem a última opção, mas conhecendo algumas pessoas atuando como profissionais pedagogos são estúpidos educadores e deveriam trabalhar em obra de construção porque tratam as crianças como pedras. Outros, porém são super amorosos e fazem jus ao que estudaram em suas respectivas faculdades ou universidades.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ser arco-ires.


Nas cores primárias cantei uns versos,
Suspirei e sorri.
Acordei arco-ires

-Agora me lambe?



Os versos dele atravessam meu peito.

"Passei a semana ouvindo tua voz,
   mas se eu não te ver,
   não sentir teu cheiro,
   morro de saudade o fim de semana inteiro."

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Por aqui é assim...


Lugar de gente de verdade.

Às vezes a gente desdenha do serviço público, e eu conheço muita gente que prefere pagar do que usufruir dele ou exigir um melhor tratamento. Isso serve pra quase todos os poderes: educação, saúde, judiciário, segurança, saneamento e por aí vai... Minha avó diz que: "Foi o tempo que a escola pública era a melhor, com professoras mandadas da França. Hoje, o serviço público não presta pra nada." E eu ainda fico tentando achar brechas pra convencer a velha de que é um serviço voltado pra população, pois pagamos e bem caro pra isso. Mas acabo ficando sem argumentos diante da teimosia e pouca vontade de me escutar. Mas tudo bem, os problemas do Brasil não estão isolados somente em serviços públicos. Vão muito mais além e não me cabe neste post isso.
  
Bom, no eixo da educação, acho que todo mundo, sendo professor ou não, deveria ter a oportunidade algum dia de dar aulas em escola pública. E aprender um pouco com a realidade que as pessoas alí têm a ensinar. Entender e perceber  o que o que aquele público vive no seu dia a dia pra estar naquela instituição. 
A escola pública ensina muito mais que dias sentado lendo teorias pedagógicas utópicas que ninguém consegue entender. Há mais prática e quase nada de teoria. As pessoas vivem, sobrevivem, morrem em si mesmas, revivem... e os professores têm "privilégios" de assistir e aprender apenas com a observação.

Acho que foi lá que prendi a introdução de ser gente de verdade. E digo isso porque eu fui estudante da escola pública quase a vida inteira. Também me formei em uma instituição pública. Estagiei em escolas públicas , trabalhei em uma lá pras bandas do Xingu e na Ilha de Mosqueiro. Me torno humana a cada passo que dou na escola. Me sinto viva a cada bom dia dos alunos. Porque o gostinho de ministrar aulas pra crianças e adolescentes da rede pública é transformador. Pra eles, no início é um impacto. Pra nós, um desafio. 
A gente passa por cada situação que aflora todas as sensações ao mesmo tempo, de repente alegria, irritabilidade, atenção, amor, carinho, confiança, apreço entre outros, são compartilhados em uma mesma aula.
E a cada nova conquista , a cada conteúdo repassado e que é entendido, começamos a engolir gratidão. 
Sempre digo que o ofício da docência , no meu caso, não será pra vida inteira, mas ainda irá me humanizar por muitos anos. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

É mais ou menos assim.


Tô gripada.

Nariz entupido de borboletas , peito cheio de estrelinhas, garganta arranhada de poesia
E não paro de vomitar arco-íris.
Não tenho remédios. E nem faço questão.

Um abraço e eu te contamino.






Nascemos de nós.

Sede,
Saliva quente.
Escorre dos lábios.
Entra no peito.
Passeia nas veias.
Agita os braços.

Sobre minha carne, abraços.
Cobre-me.
Guarda-me dentro de si.
Re (vivo) em mim.

Embebecidos,
Transbordando de mim
Acolhida nele
Somos nós.







quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Preciso ir.

Eu preciso sonhar. Viajar por outros risos, outras nuvens. Conhecer novas histórias. Me embriagar. Beber raios de persistência. Eu preciso ir além. Além da minha visão. Além do mundo que vejo. Além dos meus passos. 

Eu preciso ir...

E já estou atrasada.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Suspiros e lambeijos.



Educador, compositor, lindo, poeta , MC, Kleber Cavalcante. Um deus completo. 
Ou seja, é ideal. Ele é desses homens perfeitos que devem ser adorados de longe. Ouvindo a poesia que ele faz no tom perfeito pra essa voz maravilhosa que ele tem. 
Mas ele é um ser humano como qualquer outro e tem os defeitos mais chatos que qualquer um de nós temos, manias e costumes ridículos.
Égua, mas a história desse cara é incrível e achei mais bacana ainda quando soube que ele se formou no ensino médio junto com sua mãe. Entraram juntos no ensino médio e assim foram até o final,  Maria Vilani (mãe de Criolo) se graduou em filosofia, pedagogia, se pós graduou em línguas e filosofia clínica, hoje além entre outras coisas ela “dirige” um café filosófico.
Ele também fundou em 1989 a Rinha dos MC’s que existe até hoje. 







A esperança foi no ralo e voltou.

Celular no bolso de uma retardada como eu, dá nisso. 
Bom, pelo menos o vaso era de casa e não de algum banheiro público. 

Cheguei em casa  num domingo depois de um sorvete maravilhoso, uma lasanha, um suco, um bolo e tal , morta de vontade de urinar, ( diga-se de passagem, a vontade foi embora na hora ), aí baixei o short e o celular foi direto na privada. Foi tipo a regra dos 5 segundos sabe? Meti a mão e peguei . Ainda ia lavar o bichinho - me joguem pedra. 
Não deu tempo de urinar , muito menos baixar o barro, o celular ficou ENCHARCADO. É desses android e a tela tava tipo aqueles brinquedos de criança, que tem água e que a gente aperta nos botões pra jogar as argolinhas em um alvo. Pois é. Deixei a noite toda em frente ao ventilador, no dia seguinte ficou pegando sol. Eu, ainda na esperança de uma reencarnação , peguei o secador de cabelo e fiquei pelo menos uma hora com vento frio nele. 
Aí lembrei que uma vez, em Vigia, em que entrei num igarapé com um celular no bolso e o bichinho se afogou valendo. Aí lá, todo mundo dizia pra eu colocar na farinha ou arroz. E não é que deu jeito? Ele ressuscitou. 
Daí peguei um copo com arroz e coloquei meu android dentro por mais dois dias. No final da semana o bichinho já tava bem, aparentemente sem nenhuma sequela. Quase acabo um vidro de álcool e perfume esfregando nele, mas tá bem. 


Post Scriptum: Lembrar que na próxima aquisição, o celular deve ser a prova de água e de quedas.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Estão mocinhos meus filhos.


João e Rato.
Tirei a frauda deles e agora estão indo ao banheiro sozinhos. 
*_______*



Quando a arte bate na minha porta.

....Eu agarro no peito e misturo no açúcar que a vida tem.

É que aqui em casa, eu e minha irmã sempre tivemos o exemplo da superpoderosamamãe com o superpoder do improviso. Na escola principalmente, quando os professores pediam trabalhos assim assado ou tínhamos que comprar tal coisa assim ou assado para fazer determinados trabalhos ou coisas de material escolar, aí nós sempre tínhamos uma coisa inédita e super legal ao invés do que nos pedíamos pra levar. A falta da grana acabava instigando mais ainda nossos dias, pois meus pais não tinham dinheiro pra comprar tudo o que a escola pedia, quanto mais em dobro. 
E o improviso sempre foi um fermento misturado nas nossas veias. Como diz minha mãe: "quem tem mais de um filho e não tem grana curta, TEM QUE TER CRIATIVIDADE PRA TUDO." Desde sempre acredito nisso. E aqui aqui estamos. Não menos criativas e recheadas de poesia. 
Ano passado no ócio da pós formatura, com mente vazia, cutuquei a mente, pesquisei, analisei umas fitas VHS's que tínhamos em casa há tempos, e eu e meu namorado inventamos de fazer uma mesinha de centro. Ficou linda, um mimo só, mas não colamos direito e ela cedeu. Guardamos as fitas pra outra hora fazermos outra bem colada.
Início deste ano, andei pedindo mais doações de fitas VHS's, LP's e fitas K-7 na intenção de fazer bolsas que eu havia pesquisado ano passado. Cutuquei a mente de novo, pesquisei na internet, comecei  então no processo de experimentação e produzir bolsas pra eu usar. Não ficaram bem acabadas, mas eu ia e tentava de novo, até chegar nesse resultado aí em baixo. Cluths (bolsinhas de mão) feitas de VHS feita de veludo com alça de corrente e bolsas de tecido de algodão de diversas estampas. As porta-moedas de fitas K-7 ainda estão quebrando minha cabeça, mas logo logo estarão prontas.
Agora dei pra isso. E penso que posso fazer de tudo agora. Bolsas, vestidos, calças... HAHAHA


E o Rato, meu filho mais velho, é um dos meus modelos.

Acessem lá:  Página do Fb Toc Retrô  https://www.facebook.com/ttoqueretro?ref=ts&fref=ts
                http://instagram.com/toc_retro





quinta-feira, 24 de julho de 2014

Um dentro do outro.

Retrato da net.

Mãos ásperas escorregam entre linhas e curvas, desenhando peles quentes e epiléticas entre lençóis molhados de desejos, grudando nossos corpos mudos. Somos pedaços um do outro, faísca em atrito, movimento de entrada e partida. Somos experimento da saúde que acende o fogo que move a gente.

Nosso cenário é montado de elegância em uma nudez simplória, armada de arritmia e loucura por todo lado. Incensos e suor circulando, adulterando o sangue, cegando a solidão, misturando sabores. Somos testemunhas e cúmplices de alma e saliva.

A força dos olhares dele parecem arrancar do peito o que é mais perfeito, que por vezes me deixa morta, mas rapidamente respiro a vida pela boca dele que acaricia-me os grandes lábios já eriçados, deixando em alerta o clitóris. Sinto a língua dele perde-se em meu ventre, sugando meu valor e minha memória. Arrancando por entre as pernas toda minha essência. Ele distorce minha visão num desmaio rubro, alucinógeno.  Resgata de mim a fome quando esfrega o falo babando sobre minha cona. Encosta o dedo e vasculha algo que fora perdido. Me faz tremer, gemer, chorar e sorrir, na medida em que acaricio-lhe o pênis torneado, massageando-o, segurando-o firmemente, subindo e descendo minha mão, arrodeando-o em movimentos circulares, modelando o corpo ondulado, elegante , inquieto.

Ele me calibra antes de adentrar completamente. Sobre os pequenos e grandes lábios escorregadios, roça a glande e o prepúcio suplicando para entrar. Procura em mim, o gozo. Encontra meu ser. Me remexe e suspira. Suspende-me. Enlouquece-me. Faz-me mulher. Entra perfeitamente, como se eu fosse a fôrma exata para servir-lhe. Macho e fêmea alinhados. Um dentro do outro. Armados e protegidos.

Sinto o mel escorrer e molhar minhas pernas, quando aquele membro esponjoso palpitava em frente da minha vagina e dança ao redor do clitóris. De repente, nada mais importava a não ser o falo todo dentro de mim. Falta fôlego e tudo pára.

É na falta da respiração, que  ele jorra a água que mata minha sede. 
Soltamos juntos um urro desesperador de prazer!




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dias de julho.

Luta. Laurinha. Bazar. Sol. Feira. Som. Costuras. Sono. Fome. Tatuagem. Cerpa. Ver-o-peso. Companhia. Beijos. Amor.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alí.

O nervosismo é uma coisa que me apavora sem eu perceber.
Rói minhas unhas e me deixa num canto sem querer.

Amado.



"Sinto absoluto dom de existir..."

É que ele tem todo meu respeito, meus beijos e boa parte da minha alegria. É o meu amado, meu amigo, meu companheiro, meu namorado , meu meninão sonhador.
É esse cara que me aguenta de tpm, com todo meu peso e de mau humor. Ele pede pra me escutar nas horas mais estúpidas. Ele quem me aperta de saudade com braços cheios de carinho. Ele quem me emociona sem esforço. Ele quem está nos meus planos por longos anos. 

E eu sou uma pateta por às vezes me distrair com outras coisas que não seja com ele.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Costuras.

As experiencias são costuras. A vida é uma colagem de retalhos amassados, coloridos, por vezes desbotados e hora ou outra, desordenados. Mas em constante construção de um planejamento desconexo, desvairado, enlouquecido. 
Só vai pro o lixo o que é dispensável. Mas o lixo também é reciclável.

Enquanto o pano é costurado 
Arremato o verbo,
talho,
meço a solidão,
talho e guardo.

Palavras são fios de retalhos construindo vidas e declarando amor. Entre uma costura e outra , os sonhos se escondem, e nosso trabalho é alinhavar, costurar e dar o acabamento sem medo.



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