segunda-feira, 12 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Eis que de repente, tudo muda!
Os caminhos mais improváveis se confundem e no meio dessa confusão me desloco de um habitat moderno, grande e dinâmico, para outro canto miúdo, mudo e pacato. Muitos rumos ramificados à minha frente, desejados, ambicionados, mas em apenas um destino posso aventurar e oportunizar novos aprendizados.
O sol entrou na casa de alvenaria lajotada e expulsou-me para a piçarra e uma casa de palha.
Eis que essa carcaça agora, enfrenta um próximo ciclo, uma nova empreitada, mas a alma fica com um sorriso meio sem graça, abraçando a saudade e almejando sorte, fazendo companhia às lembranças vivas e para olhos marejados.
O destino que eu rascunhei, chegou e tornou-se concreto nas folhas daquele livro encapado.
Agora, vou embora!
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Tá valendo.
Pra quem tá liso, é feliz, gosta de música e de conhecer bandas em um lugar alternativo. É uma boa pedida. \o/
terça-feira, 6 de agosto de 2013
O primeiro lobo.
A vida me conduziu, e eu, abusada e segura de mim, entrei pela porta da frente. Aliás, entraram em mim. Romperam meu sagrado. Vim a este mundo de loucos... profana, ácida e de vez em quando sorridente.
Foi alí no muro da praça, no canto mais soturno. Perto de algumas plantas.
Nos postamos em pé.
Nos postamos em pé.
Encostou-me naquele muro de pedras, tão salientes, quanto ele próprio. O lugar era escuro e já passava da meia noite. O cenário era todo nosso, a rua estava deserta, um cheiro forte recendia.
Garras grossas, suado e faminto me imprensou na mureta, agarrou minha anca e suspirou forte em minha nuca. Tinha um olhar abusado, sacana e malino que falava. Língua quente e respiração ofegante.
Assediou minhas curvas e pernas. Com os dedos, passeou por lugares jamais tocados por outras mãos que não as minhas.
A saliva já fervilhando em desejos, sua língua acariciou meus lábios, desceu até os mamilos, abriu uma caminho melado pela barriga até chegar à fonte dos meus sonhos, estremecendo por completo o sangue e revirando meus olhos.
Encontrou meus caminhos ainda calados e eu encontrei meu 'eu' e minha sabedoria.
Enfiou-se devagar, entrando e saindo. Soprando e esfregando. Rebolando... partilhou de seu belo néctar, uivando sobre mim.
Me comeu alí mesmo, no muro, com uma força que me fez esquecer de qualquer energia em meu corpo.
Foi a primeira boca. A mais doce e mais louca.
A boca de um macho bonito, forte, viril que não lembro o nome. Mas prefiro lembrar que se assemelhava a um lobo.
Meu primeiro lobo.
Meu primeiro lobo.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Antes que uma lágrima caia
Macapá. Praia do Araxá. -1990
"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás."
Cazuza / Frejat
segunda-feira, 29 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Respingos teus, maus traçados nos meus.
Desce quente,
sussurra teus beijos agora, vai!
Vou beber teu medo, tua timidez.
Te deixo entrar. Não precisa bater na porta,
Veste a camisa, te deita e me engole.
Impregna teu suor aqui.
Talvez amanhã não virás,
mas teu cheiro já me fará respirar...
Daqui a sete dias, quem sabe?!.
Esquece o filme, desliga a tevê.
Vê a chuva? Deixa que me ensope
não me seque por favor,
Queira você estar
em outro instante sobrepor-se a mim!
[Talvez eu não espere!]
sussurra teus beijos agora, vai!
Vou beber teu medo, tua timidez.
Te deixo entrar. Não precisa bater na porta,
Veste a camisa, te deita e me engole.
Impregna teu suor aqui.
Talvez amanhã não virás,
mas teu cheiro já me fará respirar...
Daqui a sete dias, quem sabe?!.
Esquece o filme, desliga a tevê.
Vê a chuva? Deixa que me ensope
não me seque por favor,
Queira você estar
em outro instante sobrepor-se a mim!
[Talvez eu não espere!]
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Toques.
Desejo toques...
Mas não é qualquer toque.
Gosto dos dedos das palavras,
Do vento que os gestos causam.
Do sopro quente do beijo que eu mais desejei.
Gosto do abraço doce do sol, ao se pôr
Desse desejo incessante do mar despedindo-se
Da palavra pensada e jogada apenas pelo olhar
Do carinho da chuva
Da língua atrevida
Das mãos seguras
do coração palpitante, agitado com um abraço.
Mas não é qualquer toque.
Gosto dos dedos das palavras,
Do vento que os gestos causam.
Do sopro quente do beijo que eu mais desejei.
Gosto do abraço doce do sol, ao se pôr
Desse desejo incessante do mar despedindo-se
Da palavra pensada e jogada apenas pelo olhar
Do carinho da chuva
Da língua atrevida
Das mãos seguras
do coração palpitante, agitado com um abraço.
Camille - se.
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"...acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camille Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura."
terça-feira, 23 de julho de 2013
Tenho chance com a vida, talvez.
Azeda. Amarga. Malina. Toda errada. Intolerante. Bipolaridade sentimental. Furos pelo corpo. Animais. Desenhos pelo corpo. Gatos. Letras. Café. Baralho. Música. Livros. Xadrez. Bebida alcoólica. Vícios. Manias. Teimosia. Lilás. Lápis pretos para olhos. Noite. Ilícito é desigualdade social. Tudo que é proibido, não pode, faz mal, mata e engorda. Falta momentânea de memória e de léxico e auto-depreciação. Desorganização. Três qualidades. No máximo. Todos os defeitos.
Deve ter a influencia de touro com ascendência em capricórnio e lua em câncer. Só pode!
Deve ter a influencia de touro com ascendência em capricórnio e lua em câncer. Só pode!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Só uma coisa a dizer.
A Gregório de Matos Perguntaram:
- Que tipo de pessoa dá medo?
O sábio poeta respondeu:
- "As que falam demasiadamente em nome de Deus, que Deus disse isso, aquilo ... e é incrível que Deus nas bocas dos abençoados nunca diz que o homem é bom! Dá vontade de ser bom e ter a sensação de que isso não vem de Deus. Dá vontade de ir à Igreja ... mas o Deus que falam tanto não gosta de mim! "
Do livro Poemas e análises de Gregório de Matos de Letícia Malard. Editora autêntica.
Sou fã!
- Que tipo de pessoa dá medo?
O sábio poeta respondeu:
- "As que falam demasiadamente em nome de Deus, que Deus disse isso, aquilo ... e é incrível que Deus nas bocas dos abençoados nunca diz que o homem é bom! Dá vontade de ser bom e ter a sensação de que isso não vem de Deus. Dá vontade de ir à Igreja ... mas o Deus que falam tanto não gosta de mim! "
Do livro Poemas e análises de Gregório de Matos de Letícia Malard. Editora autêntica.
Sou fã!
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Paciência e parceria.
Alguém que nos ama de verdade, não vai ligar se dormimos em meio à uma conversa na madrugada,
se mudamos de assunto repentinamente,
ou pedirmos explicações sobre casos antigos e objetos desconhecidos que encontramos no quarto do parceiro (a).
Não vai ligar, mas vai responder ...
quando exigirmos esclarecimentos sobre alguém que liga depois da meia noite para o parceiro (a) enquanto está
ao nosso lado. E depois de tudo, ainda sim,
vai fazer questão de deitar juntinho pra ouvir o nosso coração.
Não é legal?!
=D
Não é legal?!
=D
quinta-feira, 18 de julho de 2013
O gato e o escuro. (Mia Couto)
Porque eu tô adorando os textos deste autor e porque eu amo gatos.
"Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história.
Pois ele nem sempre foi dessa cor.
Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas.
Todos lhe chamavam o Pintalgato.
Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto.
Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro.
O caso, vos digo, não é nada claro.
Aconteceu assim:
o gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite.
Faz de conta o pôr do Sol fosse um muro.
Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente.
A mãe se afligia e pedia:
- Nunca atravesse a luz para o lado de lá.
Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo.
Mas fingia obediência.
Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá.
Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam.
Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se enrosca a dormir.
Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho.
Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite.
Quando regressava de sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou.
Estavam pretas, mais que breu.
Escondeu-se num canto, mais enrolado que o pangolim.
Não queria ser visto em flagrante escuridão.
Mesmo assim, no dia seguinte, ele insistiu na brincadeira.
E passou mesmo todo inteiro para o lado de além da claridade.
À medida que avançava seu coração tiquetaqueava.
Temia o castigo. Fechou os olhos e andou assim, sobrancelhado, noite adentro. Andou, andou, atravessando a imensa noitidão.
Só quando desaguou na outra margem do tempo ele ousou despersianar os olhos. Olhou o corpo e viu que já nem a si se via. Que aconteceu? Virara cego?
Por que razão o mundo se embrulhava num pano preto?
Chorou.
Chorou.
E chorou.
Pensava que nunca mais regressaria ao seu original formato.
Foi então que ouviu uma voz dizendo:
- Não chore, gatinho.
- Quem é?
- Sou eu, o escuro. Eu é que devia chorar porque olho tudo e não vejo nada.
Sim, o escuro, coitado. Que vida a dele, sempre afastado da luz!
Não era de sentir pena? Por exemplo, ele se entristecia de não enxergar os lindos olhos do bichano. Nem os seus mesmo ele distinguia, olhos pretos em corpo negro. Nada, nem a cauda nem o arco tenso das costas. Nada sobrava de sua anterior gateza.
E o escuro, triste, desabou em lágrimas.
Estava-se naquele desfile de queixas quando se aproximou uma grande gata. Er a mãe do gato desobediente. O gatinho Pintalgato se arredou, receoso que a mãe lhe trouxesse um castigo. Mas a mãe estava ocupada em consolar o escuro. E lhe disse:
- Pois eu dou licença a teus olhos:
fiquem verdes, tão verdes que amarelos.
E os olhos do escuro de amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagriminhas amarelas em fundo preto.
O escuro ainda chorava:
- Sou feio. Não há quem goste de mim.
- Mentira, você é lindo. Tanto como os outros.
- Então porque não figuro nem no arco-íris?
- Você figura no meu arco-íris.
- Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro.
- Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós.
- Não entendo, Dona Gata.
- Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Agora me entende?
- Não estou claro, Dona Gata.
- Não é você que me te medo. Somos nós que enchemos o escuro com nosso medos.
A mãe gata sorriu bondades, ronronou ternuras, esfregou carinho no corpo do escuro.
E foram carícias que ela lhe dedicou, muitas e tantas que o escuro adormeceu. Quando despertou viu que as suas costas estavam das cores todas da luz.
Metade do seu corpo brilhava, arco-iriscando. Afinal?
O espanto ainda o abraçava quando escutou a voz da gata grande:
- Você quer ser meu filho?
O escuro se encolheu, ataratonto.
Filho?
Mas ele nem chegava a ser coisa alguma, nem sequer antecoisa.
- Como posso ser seu filho se eu nem sou gato?
- E quem lhe disse que não é?
E o escuro sacudiu o corpo e sentiu a cauda, serpenteando o espaço. Esticou a perna e viu brilhar as unhas, disparadas como repentinas lâminas.
O Pintalgato até se arrepiou, vendo um irmão tão recente.
- Mas, mãe:
sou irmão disso aí?
- Duvida, Pintalgatito?
Pois vou-lhe provar que sou mãe dos dois.
Olhe bem para os meus olhos e verá.
Pintalgato fitou o fundo dos olhos da sua mãe, como se se debruçasse num poço escuro. De rompante, quase se derrubou, lhe surgiu como que um relâmpago atravessando a noite.
Pintalgato acordou, todo estremolhado, e viu que, afinal, tudo tinha sido um sonho. Chamou pela mãe. Ela se aproximou e ele notou seus olhos, viu uma estranheza nunca antes reparada. Quando olhava o escuro, a mãe ficava com os olhos pretos. Pareciam encheram de escuro. Como se engravidassem de breu, a abarrotar de pupilas.
Ante a luz, porém, seus olhos todos se amarelavam, claros e luminosos, salvo uma estreitinha fenda preta.
Então, o gatinho Pintalgato espreitou nessa fenda escura como se vislumbrasse o abismo.
Por detrás dessa fenda o que é que ele viu?
Adivinham?
Pois ele viu um gato preto, enroscado do outro lado do mundo. "
Lindo né?
Apaixonei!
Novos planos: nova Vivência.
As coisas boas quando são inesperadas , são mais bonitas e arrancam sorrisos mais intensos.
Daí que este edital abriu e me inscrevi em maio, sem pretensões, e sem esperanças de vir a ser chamada. E o resultado saiu segunda-feira. Olha que felicidade.
A Casa Fora do Eixo é uma rede nacional de coletivos atuantes na área da cultura, e que busca integrar o conhecimento teórico e prático, tornando orgânicas as ações do aprender, ensinar e construir. Em Belém, a Casa situa-se alí na Aristides Lobo, entre 1 de Março e Padre Prudêncio, 292. O edital ao
qual me inscrevi, é para a vivência de três meses. Eu e mais quatro pessoas fomos selecionados e estaremos
atuando junto a este coletivo buscando melhorar as formas de expressão artísticas da cena desta cidade.
Daí que este edital abriu e me inscrevi em maio, sem pretensões, e sem esperanças de vir a ser chamada. E o resultado saiu segunda-feira. Olha que felicidade.
A Casa Fora do Eixo é uma rede nacional de coletivos atuantes na área da cultura, e que busca integrar o conhecimento teórico e prático, tornando orgânicas as ações do aprender, ensinar e construir. Em Belém, a Casa situa-se alí na Aristides Lobo, entre 1 de Março e Padre Prudêncio, 292. O edital ao
qual me inscrevi, é para a vivência de três meses. Eu e mais quatro pessoas fomos selecionados e estaremos
atuando junto a este coletivo buscando melhorar as formas de expressão artísticas da cena desta cidade.
Aguardem.
=D
=D
terça-feira, 16 de julho de 2013
A noite dos sonhos.
Setenta e quatro anos, sete filhas, dezessete netos, cinco bisnetos e um mundo inteiro de histórias e lençóis.
Casada por 10 anos, separou-se por obrigações que não lhes agradavam.
Apanhava do marido enquanto sangrava por dentro. Sofria e não mais sorria. Despedaçava-se não mais vivia... Morria!
Apanhava do marido enquanto sangrava por dentro. Sofria e não mais sorria. Despedaçava-se não mais vivia... Morria!
Um dia, acordou disposta a sumir e livrar-se de todo mal. Amém!
Olhou para si, para o espelho. Penteou os cabelos curtos esbranquiçados, colocou-lhe uns brincos de pérolas há tempos guardados. Passou um batom vermelho nos lábios murchos, quase sem vida. Pôs um vestido roxo e embriagou-se na noite e nos olhos de seu espelho. Saiu sem olhar para o passado.
Subiu no primeiro ônibus e parou na primeira festa.
No pop saudade, adentrou.
Foi direto ao balcão e pediu um balde.
Não demorou muito, se aproximou um senhor aparentando 40 anos e com tom de deboche perguntou se a tia era nova alí. Ela disse que não, era puta velha no mundo, e estava alí para tirar uns atrasos que o tempo lhe causou.
A elegância viva, saiu sorrindo para o meio do salão, pronta pra arrasar na noite.
A elegância viva, saiu sorrindo para o meio do salão, pronta pra arrasar na noite.
Daí veio a primeira dança, a segunda... Os dançarinos... O álcool subindo-lhe a cabeça...
O banheiro feminino...
O primeiro, o segundo, o terceiro pau duro...
Corpos que se enlaçavam em fogo adormecido. Sedentos, famintos. Devorada à seco pela frente, por trás, por cima e por baixo.
O banheiro feminino...
O primeiro, o segundo, o terceiro pau duro...
Corpos que se enlaçavam em fogo adormecido. Sedentos, famintos. Devorada à seco pela frente, por trás, por cima e por baixo.
Cavalgou, esfregou-se, sentou, enroscou-se naqueles animais erectos que lhe invadiam a felicidade no presente de emoções que há tempos não sentia.
Lambia ferozmente todas as extremidades e caminhos profundos de seus parceiros. Provou do sangue e da pureza do viril. Mordeu, mastigou, sugou cada falo saliente como se fosse o último.
Sem escrúpulos e educação, foi comida com as mãos, pés, língua...
Sujou a parede, as pernas, a face, sanou as lembranças ruins do passado.
Sentou no vaso, com o sorriso no rosto, quieta
Muda. Ausente de si.
Sozinha.
Sumiu.
Nunca mais voltou ao passado de lágrimas ou ao futuro de amores.
Dormiu um sonho de gozo profundo e eterno.
Sumiu.
Nunca mais voltou ao passado de lágrimas ou ao futuro de amores.
Dormiu um sonho de gozo profundo e eterno.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
É tempo de melhorias, porque a luta já tá rolando .
[...]
Tapuios da minha terra
Caboclos do meu Pará
Tão ruim quanto uma guerra
É viver ao “Deus dará”
Em uma paz mentirosa
Que deve ter outro nome
Porque é sempre enganosa
A paz do povo com fome”.
Nazareno Tourinho
Tapuios da minha terra
Caboclos do meu Pará
Tão ruim quanto uma guerra
É viver ao “Deus dará”
Em uma paz mentirosa
Que deve ter outro nome
Porque é sempre enganosa
A paz do povo com fome”.
Nazareno Tourinho
terça-feira, 2 de julho de 2013
Lá fora, dias de luta, eu sei!
Mas aqui dentro, a força que pulsa o coração
d e s a l i n h a o t e m p o
comove a alma
Que contamina o corpo
Adoeço com um desânimo que parece incurável.
Tenho mania de olhar para dentro de mim.
d e s a l i n h a o t e m p o
comove a alma
Que contamina o corpo
Adoeço com um desânimo que parece incurável.
Tenho mania de olhar para dentro de mim.
sábado, 29 de junho de 2013
Tudo se vai.
Seis horas da manhã de um dia comum a gente acorda e vê que as coisas amanhecem sem direção. Não fazem sentido e eu apenas respiro.
A sensação é de que tudo de repente passou como num piscar de olhos, quando até ontem eu fazia a 7ª série vestindo roupas estranhas, usando allstar riscado e usava gorro de lã. Brincava de jogar bolinha de papel dentro da sala de aula e ouvia uns rock's de criança e me encantava com uns cantores pop's que não diziam nada.
E até ontem eu tive o meu primeiro paquerinha, ele era um pouquinho mais alto que eu , olhos castanhos e era meu vizinho e brincávamos muito de xadrez casinha, mas eu era muito bestinha e não tinha coragem de me declarar. Nunca pensei que iria perder as primeiras amizades que fiz na vida. E até ontem eu não tinha um computador que dirá um e-mail, facebook e muito menos um blog. Só tinha um celular 'tijolão' que só tinha a função de ligar e receber ligações, mensagem e o joguinho da cobrinha.
Ate um dia desses eu ainda saia com minha avó pra comprar frutas , brinquedos, material escolar 'lá em baixo' (ver-o-peso) e como eu adorava.
Até ontem dormia as 21h e acordava sete horas da manhã e chorava pra não ir pra aula. por um momento eu pensei ter esquecido isso tudo, lembrei de várias coisas que apenas resumi e não foi nem a metade , hoje eu vejo como eu curti aquela época (TEMPOS BONS).
As coisas da vida passam e pouco percebemos do quanto passou. É que hoje, descobri umas rugas abaixo dos olhos.
sábado, 15 de junho de 2013
Na vida e na arte.
Sou palavra morta nos dias que já se foram.
Eterna memória parada nos muros e nas estradas...
de mania demarcada com chuva.
Marca ausentada do sol e acobertada pela lua.
Eterna memória parada nos muros e nas estradas...
de mania demarcada com chuva.
Marca ausentada do sol e acobertada pela lua.
Cheia de urgências,
impaciente ,
imatura,
nula.
impaciente ,
imatura,
nula.
E Livre.
terça-feira, 4 de junho de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Correndo atrás de Q.I (quem indique)
A vida tem andado bem difícil pra cá pra essas bandas viu?! Ultimamente meu compromisso tem sido a missão de procurar emprego, seja nas instituições privadas ou públicas. Mas ninguém me quer, ê! hehe...
Esses dias tenho me desdobrado pra distribuir currículos e correr atrás de algum trampo, seja na minha área de formação ou não. ( Agora tô pegando qualquer coisa que aparecer.) E parece que aos poucos as coisas têm se mostrado melhores. Semana passada, consegui um "emprego" que tem como remuneração uma ajuda de custo em um programa do governo federal chamado Mais Educação. Eu darei aulas de xadrez, durantes às quintas-feiras de 8h30 às 16h30, numa escola no 40h em um lugar chamado buraco fundo. Beleza!
Na missão, hoje levantei cedão pra pegar o distritão e ir ao encontro de um amigo pra irmos na Câmara dos Vereadores, tentar na cara de pau uma carta de recomendação pra levar até a semec (pra emprego de professor). Pois bem, entramos lá naquele lugar e batemos em tudo quanto foi gabinete de político pedindo essa bendita carta, até conseguirmos com um fulano de tal que eu nem lembro o nome , mas é do mesmo partido do atual prefeito - lembrando que não temos apadrinhamento nenhum, mas precisávamos encontrar...
Lá, uma senhorinha muito simpática da portaria nos deu a ideia de irmos procurar também na Assembléia Legislativa pra tentar uma outra carta pra levar na seduc. E... gente do céu! Aquele lugar parece um labirinto. É tanto caminho, escada, portas, entradas e saídas que nos perdemos algumas vezes e nos confundimos muito. E com muito esforço, também saímos com uma carta de recomendação, só que pra entregar na secretaria de educação de Bragança, pois o tal deputado só podia nos emitir este documento para um município de mesmo partido político.
Eu e o meu amigo, passamos a manhã correndo atrás disso até entregarmos na semec em Belém. E depois de esperarmos um bocado a senhora diretora lá da secretaria de educação, que só iria nos atender se tivéssemos este documento. A mulher ao nos atender foi super gentil, ficou com nosso currículo e a carta , mas deu logo o papo de que não estão contratando ainda pelo fatos do último concurso, pois os candidatos aprovados ainda nem foram chamados. Por isso, temos que aguardar toda essa galera ser chamada num prazo de pelo menos 4 anos. Ou seja, sem concurso por um bom tempo na secretaria. No entanto, ela nos deu força e disse pra tentarmos em outros lugares, interiores e aulas particulares.
Fomos andando pra av. nazaré , com alguma esperança no bolso e refletindo que é melhor tentarmos do que ficarmos só reclamando e não indo atrás de nada. Pegamos o busão de volta pras nossas terras.
E amanhã já começa o trabalho no Mais educação lá no buraco fundo.
Sexta-feira vou na missão em Santo Antonio do Tauá tentar algo por lá também...
[E se vocês souberem de algum lugar que role, me avisem...]
terça-feira, 21 de maio de 2013
Vênus em touro.
Entra e senta alegre!
Encarna-me a voz, o sorriso ao lembrar de tempos antigos, brega e feliz.
O dia já é vazio e a noite sem vida, inexistente com o teu lado da cama triste, sem amor e sem vida!
Cravo-me os dedos em um toque de solidão e carinho, no centro do corpo. Dedos que roçam , cutucam, abrem, sobem, iluminam, vasculham. Trazem lágrimas sem cessar dos caminhos ocultos. Minhas energias apressam teus membros que imprensam meus desejos na cama.
Ardente é a tua imagem áspera que percorre molhando minha pele, meus lábios, meu sexo que reage e se liberta.
Minhas pernas flexionam no ato a te esperar. Meu útero dilatado espera teu agudo. Minhas mãos impacientes, encontram a vontade de ti, alí... nos lençóis, nas mãos, em mim. Teu ser invade minha saúde e consome minha vaidade. Suga-me a paixão com a saliva que me embriaga e alimenta minha mente. Teu corpo pesa sobre mim, te sinto me beijando, me rasgando, me explorando e sumindo indigesto sobre minha calcinha.
A saudade te faz presente no gozo meu e meus olhos escrevem o próximo dia, sem ti.
Minha carcaça aprende a sorrir com a tua presença ativa em meu tato.
.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Luz. - Luzi
Ela acorda às 6 horas para fazer aos serviços domésticos e arrumar as três crianças para ir à escola.
Luzineide é mulher guerreira, dessas que não deixam de trabalhar por frescura nenhuma na terra. Sabe que necessita trazer um dinheirinho pra casa todos os dias, pro sustento dela e das crianças. Foi deixada pelo marido por uma puta qualquer de cabaré, mas Luzineide é mulher responsável, sabe que não pode abandonar sua cria indefesa ainda. Chegou a ficar deprimida, mas decidiu que não iria enfraquecer nem por uma malária, quanto mais por um filho da puta que lhe comeu por 10 anos, lhe deixou 3 filhos e na merda.
Às 7h30, Luzineide deixa os meninos na creche. E volta para casa para arrumar-se e ir trabalhar.
Põe um pouco de reboco no rosto, sombras de cores básicas,batom rosa, vestido longo, alguns acessórios na bolsa e pronto! A mulher está pronta pra viver a semana fora de si; A máscara de Luzineide sustenta-se de um bom sorriso sem opinião formada pra cumprir as leis de sobrevivência que o sistema social lhe pregou.
Vinte e nove anos sai de casa todo dia, em busca do sustento próprio e daquelas crianças. Não resmunga insatisfação. Faz o que precisa com muita simpatia e engole a solidão afogando a si mesma em algum lugar escuro em qualquer outro lugar que não seja em seu local de trabalho mais movimentado da cidade.
Escraviza-se nos horários comerciais de todos os dias, exceto aos domingos intercalados.
Luzineide já sofreu por muitos homens. Sofreu em muitos relacionamentos. Sofreu, chorou, quase morreu, mas sobreviveu. Sofria pelo que idealizava e não pelo que ela tinha de fato. Saía sempre ferida.
Chega ao Paraíso sempre às 10horas , pois a movimentação começa por lá umas 11horas e ela chega antes para mudar o vestido e passar um batom mais forte.
Senta-se à mesa e espera o primeiro cliente chegar.
Chega Ernesto mas todas fogem. Luzineide não, pois sabe que é o cliente que paga melhor naquele estabelecimento. Ela sempre pensa nas crianças.
Ernesto é um homem bonito, tem 42 anos, cheiroso, mantenedor de bons costumes, paga impostos, contribui para o crescimento do país, se veste bem, é educado, además é um reconhecido mestre acadêmico, colecionador de prêmios da academia pois trabalha com computador e suas tecnologias. É definitivamente um cara bom de papo e bonito, mas fora da cama.
Ernesto tem um lado muito selvagem, agressivo escondido por trás da aparência serena e mansa. Seria uma cara normal, se fosse descrito apenas como safadinho ou galinha, afinal de contas é apaixonado pelo outro ser que o encaixa chamado mulher. Mas sempre solicita um serviço de coprofilia.
Alí, morria o moço casto, criado com bons costumes e limpo.
E somente Luzineide tinha coragem. Pois o homem mal pedia que ela tirasse suas roupas, deitava- se na cama , e pedia que ela ficasse em pé, com o corpo dele entre as pernas dela e abaixasse a calcinha e acocorasse em sua boca.
Luzineide dava uma sorte do caralho, porque sempre tinha merda pra botar pra fora, e isso lhe rendia 200$ reais por hora, porque logo depois, Ernesto ficava mais uma hora no banheiro passando mal depois tomava banho. Saía satisfeita, pois não precisava beija-lo.
Luzineide tinha um outro cliente naquele dia, que sempre lhe solicitava e ela nunca dispensava.
Rubinaldo era um menino de uns vinte anos, gostosinho. Luzineide sempre pensava em usá-lo até o último bagaço não ter mais gosto. O menino era estudante e mal tinha pra pagar uma cerveja, mas Luzineide sempre sedia ao pau duro dele com apenas $10 reais. Luzi dizia que aquele maldito era tão gostoso e sabe lhe comer como ninguém, pois a chupava como se fosse o último de seus dias em terra.
Ele sabia abria vorazmente a boca, disposto a engolir tudo o que ela tivesse a expelir. Empurrava sobre ela toda força de homem brabo.
Ruminava o gozo enquanto esfregava o pau na boceta melada. Beijava as pernas dela e lambia com atitude de macho apaixonado.
Era um homem sensível. Levou o verbo em silêncio e a quentura do beijo para a vida de Luze . Tratava-lhe como a melhor das rainhas e a deixava em êxtase porque sabia que ela tinha sido sua primeira mulher.
Ela sempre lhe dava o dinheiro da meia passagem de Rubi e um beijo quente.
Luzi então voltava logo para casa com as compras da semana e as crianças da escola. Luzi sempre aguardava a Luz da sobrevivência do próximo dia.
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