harmonia do coração que a vida carrega consigo!
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Re (começar).
“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta esta coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso é, às vezes, cruel, porque permite que a dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez.”
Caio Fernando Abreu
... e que ainda exista amor pra recomeçar!
sábado, 27 de junho de 2015
Tenho mania de chover.
Tempo nublado.
Escuridão.
Frio.
Quando chove dentro da gente mais do que lá do céu,
o som do coração é trovão,
os raios caminham nas veias e a enchente afoga toda gente.
Outro dia tem que nascer e a gente se refazer.
Escuridão.
Frio.
Quando chove dentro da gente mais do que lá do céu,
o som do coração é trovão,
os raios caminham nas veias e a enchente afoga toda gente.
Outro dia tem que nascer e a gente se refazer.
Aquela cena.
... Mórbida. Do enterro.
Da despedida.
Da dor que não se mede.
Da saudade que estrangula.
Da partida, sem volta!
E a Construção de uma retomada à vida!
Dói!
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Novos hóspedes.
Esses dois nenéns estão comigo. Foram resgatados dia 8 de junho desnutridos, famintos e bastante sujos . O Julinho (branco com pintas rajadinhas) estava na Av. Independência prestes a ser atropelado e meu pai o resgatou. Neste mesmo dia pela noite, ouvi miados ao longe e bem forte de um filhote, e ao encontrar o Dante alí, mutilado e bastante assustado, não pude virar as costas. E mesmo superlotada de animais em casa, estou como LT desses dois nenéns. Ambos precisam de um lar responsável e cheio de amor pra que consigam superar os traumas do abandono e descaso. Estão com aproximadamente 2 meses , comem ração dura , foram vermifugados, banhados e usam a caixinha de areia.
Me ajudem a divulgar , por favor!
Whatsapp : 98148 1559
Alimento: música.
Show Retrato em Preto e Branco. Foto: roubada do facebook de Agis Junior.
Ele, grande compositor brasileiro sendo homenageado por ela, a mulher hipnotizante.
Tive o privilégio de escutar o canto de um pássaro. Entoou por entre as entranhas e veias até tomar por inteiro a Alma. Tinha brilho enérgico compenetrante feminino, que já na primeira música adocicou todos os problemas da vida. E por um instante, fui a um lugar mágico e lá, fiquei até aquele pássaro parar de cantar. Então, voltei à Terra, como de uma viagem estonteante. Voltei renovada à cadeira daquele teatro.
Alba Maria é o pássaro que tem o dom de transcender nossa carne.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Descontrole emocional são burocracias da mente.
Ainda sou muito imatura em não saber controlar minhas emoções. Ultimamente então, quando não consigo resolver algo , me desato a chorar (como se isso fosse resolver alguma coisa). Há àqueles que dizem que chorar é uma forma de desabafar, mas me explica de que forma?
Creio que a gente só ficava aliviado mesmo ao chorar, quando éramos crianças. Quando em qualquer queda que arrebentasse o joelho , sangrasse horrores e ainda levasse uns pontos nos desatávamos naquela hipérbole prática de 'rios de lágrimas reabastecendo mares por todo o planeta terra', e no fim , os adultos diziam: já passou , já passou...e nos distraiam com qualquer boneca de cabelo velho e sorvete, e pronto! Estávamos aliviados por desabar no choro e nossos problemas emocionais estavam controlados.
Mas agora, com quase 3 décadas na cara de sem vergonisse, apenas CHORAR e NÃO resolver de fato os problemas é uma regressão humana. Mas também não estou chamando ninguém de mela cueca por desaguar-se.
E como alcançar esse nível jedi de maturidade? Tem manual pra isso?
Certamente não. Como pra todas as experiências da vida, néh migs. Tem que ter esforço. Treinamento diário. Forçar as mudanças em si e pensar mais racionalmente nas situações, respeitar a individualidade e escolha do outro, internalizar que nem sempre as coisas acontecem como desejamos, precisamos nos manter calmos para lidar com tudo ao redor. Seguir, focalizar e botar quente. E se a imaturidade for muito forte e difícil de controlar, ajuda profissional sempre é uma nova escolha. Mas antes, claro, precisamos reconhecer sobre essa imaturidade.
Outro dia um cara que eu nem conhecia muito bem, disse assim: "tu tens jeito de controladora, teimosa e com forte tendência a se fazer de mártir. Mas és gente boa e vai à luta. "
VRÁÁÁÁ!!!! Parei alguns segundos pra engolir o que ele tinha dito. Vi que tinha alguma razão em dizer isso. Foi um soco no estômago e me maltratou por dias, juntamente com a minha gastrite. Mas foi bom, porque a gente é mal acostumado a gostar de ouvir elogios somente. E aquilo foi cortante, mas depois me senti aliviada, porque alguém teve coragem de falar mesmo não conhecendo bem.
Muitas vezes , achamos que o problema é só com o outro, nos eximimos da culpa, e pensando assim, parece bem contraditório, pois nos excluímos da autoria do que nós mesmos sentimos, fazemos, pensamos.
E por vezes, nos excluímos de nós mesmos sem perceber.
Só pra lembrar...
Que eu continuo sendo a louca dos gatos.
Fiz essa 'redeliche' pra que eles percebessem a delícia que é embalar-se em uma rede.
e...
Nos embalamos juntos, em um balanço só nosso de amar.
Fui alí rapidinho e esqueci de avisar. Mas já voltei!
O tempo tem me consumido e mostrado que a vida é pulmão gigante que não pode parar. E esses pulmões têm me feito aprender a respirar. Tenho escrito pouco aqui, mas tá tudo guardado nas páginas da minha história.
Depois da súplica aqui por um emprego, alguém leu-me e entendeu minha extrema necessidade em ter que trabalhar. Daí recebi um chamado para lecionar aulas de Redação, aos finais de semana em um preparatório para o Enem, no município de Tailândia, há mais ou menos 4hrs de Belém.
Lá, tenho me desdobrado para repassar conhecimento específico e ajudá-los na motivação pelo sonho da graduação, com carisma, sorriso no rosto, coração latejante e alguns calos nos dedos nas correções das redações. E ao contrário de Altamira, lá temos uma estrutura muito boa para estadia, alimentação, passagem e sala de aula, porém tenho aprendido tanto quanto.
Penso que esse ensino-extensão deveria ser aprendizado para todo e qualquer ser humano que pudesse conhecer a si mesmo. Que se dispusesse a conhecer o eu que atua como personagem em alguns ambientes e o eu reflexivo e nada fútil que reaprende a se olhar como o humano sensível e frágil longe de seu habitat natural. Aprendo mais e me apaixono mais pela forma de auto-conhecimento me levam essas viagens literárias em sala de aula e nas estradas. Percebo que a vida tem maior sabor e muitas outras cores do que as que costumamos ver. E a gente só percebe , quando flutuamos e nos permitimos ir.
Ainda tô aprendendo a respirar com esses pulmões gigantes de forma correta, pra não ficar rouca toda vez que saio da sala de aula, re-aprendendo o que essa respiração tem pra me mostrar.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Só pra constar.
Ainda estou desempregada precisando muito de um emprego.
Tenho 7 filhos pra alimentar e mais 4 afilhados. Todos de 4 patas. Os felinos mais filhos que eu já tive.
São os amores da minha vida, mas só amor não enche barriga né?!.Só a saca da ração de 10kg é 100$ e gasto uma e meia por mês. Ainda tem os remédios, vitaminas, vacinas ... E a coisa tá difícil. Ninguém tem nada a ver com a quantidade de animais que me responsabilizo, mas pelo menos se alguém souber de uma vaga de professor de letras em algum bairro de Belém e região metropolitana, eu tô encarando.
Trabalho em um projeto em uma escola estadual, mas como os docentes estão em greve, o projeto parou e a grana (que é já o mínimo do mínimo) também.
É... eu podia tá matano, roubano, me prostituíno... mas não!
Tô aqui dando o papo prozamigos que vem aqui me dar moral.
É sério gente! Me avisem de emprego. TÔ DESESPERADA JÁ!
terça-feira, 21 de abril de 2015
Beija-flor.
A beija-flor que resgatei outro dia e levei até o Mangal das Garças em Belém, infelizmente não sobreviveu. O biólogo mandou um e-mail dizendo que a menininha não aprendeu a caçar as mosquinhas que seriam necessárias para a nutrição e reabilitação dela.
Fiquei super triste, afinal de contas a intenção era fazer o melhor pra que ela conseguisse sobreviver. Passei um dia e uma noite alimentando com água e açúcar (o que é super prejudicial pra qualquer passarinho *o açúcar em contato com a água forma um fungo que traz doença, semelhante ao câncer, no biquinho do beija- flor. Vide. http://vsceomundo.blogspot.com.br/2011/01/acucar-e-o-beija-flor.html*) , mas o biólogo, não me condenou por alimentá-la desta forma, pois o correto é dar o néctar que tem proteínas necessárias e mosquitinhos. Apenas nos parabenizou pela consciência de tentar salvar uma vida.
O que confortou meu coração.
Estive longe.
Estive longe de mim. Longe daquela vontade de ver o sol. Longe da terra , bem perto do mar. Desaguei e misturei meu corpo àquele água salgada . Acho que o tempo tentou parar minhas vontades, e estaguinei! Parei.
Parei pra olhar fora de mim. E me perdi.
Em meados aos surtos, voei!
Viajei e voltei.
Voltei pra mim.
Pra dentro de mim.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
A sorte bateu à porta. Era um beijo frágil, lindo e ofegante.
Talvez o universo conspire a meu favor quando me manda vidas para amar.
Talvez ele me teste, me ilumine e me sensibilize.
Talvez ele meça minhas forças quando me apresenta a vida de forma delicada e tão frágil.
Talvez ele me teste, me ilumine e me sensibilize.
Talvez ele meça minhas forças quando me apresenta a vida de forma delicada e tão frágil.
Acordei com meu pai dizendo que o vizinho achou esse beija-flor sem forças e que não conseguia voar. Prontamente fizemos os primeiros socorros, com a um paninho, uma vasilhinha, um pouco de água com açúcar e vontade de cuidar.
O bichinho ainda não consegue alçar vôo, tá quietinho e bebendo sozinho o néctar improvisado.
Espero voltar aqui de novo pra dizer que ele conseguiu voar e ser feliz novamente.
=*
segunda-feira, 16 de março de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Fixação.
Comprei há mais ou menos um mês atrás , de um sebo de uma amiga, o livro "Todas as mães são felizes" da Lucinha Araújo, que conta a história do filho, o Cazuza , mas só peguei o livro semana passada. E em três dias, logo devorei.
GENTE, que livro maravilhoso! Fiquei encantada com a viagem ao tempo que pude fazer pelas palavras da Lucinha. Chorei bastante logo nas primeiras páginas e me senti dentro da história. Até cheguei a me arrepender em vãos momentos , por não ter nascido naquela época, caramba! Sempre tive vontade de lê-lo, mas por algum motivo a mais, nunca procurava pra comprar. E me perguntava a todo momento, "por quê eu não li esse livro antes? POR QUÊ?"
Antes de qualquer 'anticazuza' falar mal do artista criticando-o a classe econômica a qual pertencia, defendo as palavras da mulher que aguentou aquela barra toda junto com O homem de alma iluminada que bebia poesia a todo instante. Defendo as palavras de mãe que amava demasiadamente o filho único e não queria perdê-lo para a morte. As palavras da mulher cheia de esperanças e orgulho do menino poeta. A mulher que deu a luz ao cara que fez história e ficará pra eternidade como um porra louca, mas acima de tudo um poeta genial.
E se antes eu já gostava muito do Cazuza com o pouco que eu sabia sobre sua história, agora minha vida ficou mais cheia de luz ainda.
Tenho andado chata demais, sensível demais, chorona demais, repetitivas demais, cazuzeando demais...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Só pra não ver a vida em branco.
Acordei 4h21 , despertada pelo roçar nas pernas. Era o meu gato pedindo comida.
Alimentei-o. O sono foi embora.
Me reviro na cama , mas me dá vontade de correr. Saio então. Meu destino é a sorte.
Dê-me licença.
Vou com o sorriso nos lábios cazuzeando. O poema tem a ver com Blues e piedade.
Talvez seja a receita pra felicidade que ando a procurar que sussurra em meu ouvido.
Talvez encontre um caminho , um destino sujo. Mas tudo tem um risco .
Tudo tem sua hora.
E eu vou procurar, o que a vida guarda pra me presentear.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Sobre ajudar quem realmente precisa II
Essa é a Frida. Também foi resgatada da rua. Papai pegou ela do acostamento na BR, em Marituba. Os outros irmãos já tinham sido atropelados. Deve ter por volta de dois meses e é muito fofa com essa pelagem rara de felinos (três cores somente fêmeas possuem, e são bastante escassos). Já está vermifugada e sabe usar perfeitamente a caixinha de areia.
A Frida também fica presa no meu quarto para que os outros, que são mais velhos não malinem com ela.
Eu, como me apaixono fácil, é impossível também não encher o coração de amor por ela, mas infelizmente não tenho condições pra manter todos os bichanos que me aparecem, por isso tô tentando adoção responsável pra essa lindona. Garanto castração.
Alguém se propõem a esse amor ?
Sobre ajudar quem realmente precisa e nunca fingir não estar vendo.
Retrato do dia que eles chegou em casa. Pesava 1kg 1/2 e estava bastante desidratado.
Encontrei o Vicente na feira aqui perto de casa, de manhã dia 22/01/2015, com a calda toda queimada, em carne viva, tava horrível. Estava tão quietinho deitado na calçada , mal podia se mexer e quando passei , não tive coragem de deixá-lo. Peguei no colo, coloquei em uma caixa de papelão e levei até a Dr Ada, uma veterinária amiga, daqui mesmo pertinho de casa. O diagnóstico logo foi que alguém ou amarrou uma bombinha na calda dele , ou simplesmente botaram fogo que fez esse estrago com o bichinho. E haveria de amputar 5 dias após o resgate.
Trouxe pra casa e os meus 4 filhos não gostaram nada. Logo tive que trancá-lo no meu quarto sozinho para que eu pudesse tratá-lo, a priore lavando o ferimento com soro fisiológico e cuidando para que ele se habituasse com caixinha de areia, os cheiros diferentes e etc.
Também pedi ajuda no facebook para o tratamento dele e adoção. E ainda bem que uma ex-professora viu e logo disse que iria me ajudar com a castração e adoção. Outras duas amigas se comprometeram a me ajudar a pagar a cirurgia e vacina dele.
Tenho tido trabalhos extras com o Vicente e os outros. É que eu não deixo que ele saia do quarto nem que os outros entrem, mas entre uma abertura da porta e outra ele sai, ou alguém entra. E como é um menino muito cheio de vida, quer brincar, pular, correr pelo quarto, e nessas peraltisses, bateu o lugar da cirurgia que chegou a sangrar. Também conseguiu tirar algumas vezes o colar elizabetano que está usando para evitar o que ele já fez: lambeu e sangrou de novo. Essa cicatrização tá sendo bem demorada porque foi uma queimadura de alto grau na pele. E com isso tenho dormido pouco, saído rapidamente pra zelar pelo tratamento correto dele. Tenho me esforçado bastante pra isso e até me causado um certo estresse, mas isso é o de menos. O que importa é que consegui resgatar e aos poucos recuperar esse animal , que provavelmente morreria alí.
E como de praxe, tô apaixonada pelo Vicente. É um amor de gato. Desde que chegou em casa, não reclama de nada, tem apetite de sobra e mesmo no estado em que se encontra, brinca, pula, se diverte. E eu mais ainda com ele.
Vicente hoje, com quase o dobro do peso que eu o resgatei. Hidratado e faminto.
<3 p="">
3>
Tenho andado iluminada.
Retrato do abrigo da Samira ( um anjo, salvadora de felinos) que conheci no outro abrigo, o da Alba Maria.
Tenho andado encantada demais, com pouca pressa de ir.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
sábado, 31 de janeiro de 2015
Mil faces.
Eu aqui , nas minhas obrigações de cuidar da casa, estava pensando o quanto somos retalhos costurados pela linha do tempo. Somos mil faces em um pano. Digo , os seres humanos, sem distinção de gênero , etnia ou raça.
Somos cheios de colagens e recordes, seja da infância, da tv, do convívio com a família, amigos, inimigos, desconhecidos e etc.
Estava pensando... Enquanto me encontro no ócio da profissão, me ocupo dos afazeres domésticos, da canção e poesia dos dias em casa. Me faço música no corpo de mulher. Me vejo chata e um pouco cansada. Pinto e bordo nas paredes do meu quarto. Colo lembranças e escrevo bobagens. Gosto da bagunça e liberdade, mas queria também um pouco de organização.
Sou dessas que não pára muito tempo quieta. Cozinho, lavo, limpo a casa e costuro a saudade. Sou mãe de gatos. Preocupada e protetora. Tenho pouco dinheiro, criatividade e um pouco de preguiça. Mas não meço esforços pelos meus filhos. E como diz minha mãe, quem tem pouca grana e mais de um filho, tem que inventar. Faço as camas, brinquedos, dou os remédios, comida, vacina, meu quarto e meu carinho. E não abro mão do bem estar deles.
Educo e caduco. Faço de um tudo e sofro.Tenho um sol dentro do peito e a lua pra me acalmar.
Me chamem de fútil por amar os meus peludos, mas me desculpem, prefiro ser fútil a ser estúpida por não reconhecer o amor.
Sou das mil faces, não de todas . Talvez das mais comuns. Aquelas que são pouco prestigiadas.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Manias.
Aquela mania louca de amar o desfavorecido,
colecionar amores ,
chorar o inadiável
e
agradecer pelo sol.
João.
Todo mundo na tevê que eu desfiz e montei a cama pra eles.
=D
P.S : Tá faltando a Linda. A gata rabugenta.
colecionar amores ,
chorar o inadiável
e
agradecer pelo sol.
Vicente e Frida , hóspedes iluminados.
Rato.
João.
Shiva.
=D
P.S : Tá faltando a Linda. A gata rabugenta.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Parasitas a sós.
(Foto da net)
Talvez os ventos levem as palavras que são leves, soltas , fugidias, prontas para se libertarem da língua. Mas e o desejo, quem carrega?
A boca fechada marca o tempo, abusa do caos que toma conta do corpo. Saudade.
Aquele odor impregnava no ar por dias, até que ele resolvesse aparecer novamente. Meu corpo padece.
Dias vazios tomavam o quarto inteiro com aquele aroma da última camisinha usada e o cio que nunca cessava. Lembranças vagavam pelos esconderijos das veias, e eu caminhava na casa vazia. Da cama para a cozinha até aquele ruído na minha janela aparecer e recender a presença alucinante.
-"Fi fi fiiiio."
Dispara um coração.
-"Chegou!"
Senta no sofá, acende a erva e um incenso. A bebida vermelha que o acompanha no copo da mesinha da sala já o espera. Fita-me.
Me constrói no olhar compenetrante irradiando desejo. Desenha-me com os pensamentos minhas formas, curvas , pele. Fareja meu olor misturado à lembranças. Mudo, me consome.
Dispara um coração.
-"Chegou!"
Senta no sofá, acende a erva e um incenso. A bebida vermelha que o acompanha no copo da mesinha da sala já o espera. Fita-me.
Me constrói no olhar compenetrante irradiando desejo. Desenha-me com os pensamentos minhas formas, curvas , pele. Fareja meu olor misturado à lembranças. Mudo, me consome.
Me conduz com um olhar atrevido que me chama, hipnotiza, tranquiliza, entontece. Me dissolve na cama. Mergulha em minha carne. Delira.
Nos transformamos em pó toda vez que nossos cheiros pensamentos se confundem.
Me alisa com a língua, por cima da blusa, os mamilos ensandecidos . Sem pressa, começa a passar a mão nas minhas coxas, passeando com os dedos pela virilha , calcula minha umidade. Desregula o ar.
Por cima da calça jeans, minhas mãos lhe tocam o escroto na maior aspereza e fome. Massajei-os , acaricio-os. Até o falo latejar desesperadamente.
No ritual de sempre, ele me despi primeiro e eu lhe tiro a sanidade. Me beijava sem parar dos pés aos lábios mais grossos entre minhas pernas e me fazia contorcer-me o corpo enquanto me olhava fixamente. O mel escorria em sua língua que profundamente me encontrava. Me devorava sem pressa. Me lambia, mordia, chupava, tremia, Me dissolvia em calda e lhe lambuzava. Me libertava da carne e me fazia transitar pelo universo.
Lhe fazia carícias, lhe beijava, lhe lambia. rosado e imponente. Debruçava-me a lhe cheirar, endeusava aquele pênis vibrante, brilhante de amor. Mordia, guardava em mim, nos mais belos movimentos. Parecíamos bailarinos. Contagiados , harmonizados um dentro do outro.
Nos alimentávamos de nós. Dos sabores inebriantes , da energia amarga, dos surtos alados, da vaga lembrança amante.
Somos parasitas.
Somos esconderijo de tempos em tempos.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
2015 desejos de amor.
Desejo tudo o que mereço, na voz de ser um humano qualquer. Quero tudo o que neste mundo tenho direito. A chuva, o calor, cervejas, o pôr-do-sol, o cheiro das pessoas, os pêlos dos animais em meu quarto, as estrelas, amigos verdadeiros , mentiras que me façam aprender, sorrisos que me façam sorrir. O teu beijo pra me acordar e me fazer dormir.
Quero um mundo meu pra dividir com o seu caos de tropeços , mas que essa união seja alegre , aconchegante e desafiadora. Quero abraçar o desconhecido delírio dos seus passos errantes, flutuantes e me embriagar do seu corpo sem sentir o tempo passar.
Quero ouvir a revoada apressada dos pássaros que iluminam as tardes, até o fim da minha vida. Quero festejar ao som de blues, samba , cigarras, sapos e grilos todo o amor que me propus.
Quero te sentir me acordar no meio da noite com suas mãos acalentando minha calcinha. Sentir o cheiro que vem dos seus pêlos e o hálito quente que urge de seus sussurros quando amanhecemos sem energias para nossos corpos descolarem-se.
Quero estar agarrada a ti completamente nua e vagar pelo universo . Experimentar o cosmo e me alimentar das estrelas. Viver nessa luz que me ilumina e me afasta de tudo o que é ruim.
Quero estar contigo e na distância dos raios que gente tempestiva que semeia discórdia, planta o ódio, pratica violência sob todas as formas e que emana ao mundo inteiro infelicidade.
Quero trabalhos que me façam viver de verdade. Quero problemas que me levante os olhos e me façam aprender a viver.
Quero contemplar as coisas simples a minha volta e quero encontrar coisas perdidas dentro de mim.
Te quero comigo na poesia diária do meu mundo.
Não quero nada que venha dos outros a menos que seja por suas vontades.
Quero apenas o que eu mereço.
E quero nada mais que viver de verdade e não apenas existir como se fosse apenas mais um vagando sem rumo.
Que este e os próximos anos sejam de dedicados ao amor de todas as formas.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Lá fora.
Desamarro os pés da porta,
desenho um sorriso mal feito com batom em um tom carmim
ilumino a rua.
Faço , desmonto
e me acho
No braços da lua .
Eriçada,
de saia curta vermelha, camisa colada, salto elegante
procurando o macho certo
saudável, forte e capaz de si.
Iluminada, amostra da carne
cheirando um cio ácido.
um calor molhado.
garganta seca.
Mãos inquietas,
Entre as pernas passeiam
Endurecem, amolecem, entram, saem
dançam, rodopiam na vulva dilatada.
Os grandes lábios roxeados enrijecem
incham , formigam,
animam-se
sozinhos.
Silêncio!
É lua cheia.
desenho um sorriso mal feito com batom em um tom carmim
ilumino a rua.
Faço , desmonto
e me acho
No braços da lua .
Eriçada,
de saia curta vermelha, camisa colada, salto elegante
procurando o macho certo
saudável, forte e capaz de si.
Iluminada, amostra da carne
cheirando um cio ácido.
um calor molhado.
garganta seca.
Mãos inquietas,
Entre as pernas passeiam
Endurecem, amolecem, entram, saem
dançam, rodopiam na vulva dilatada.
Os grandes lábios roxeados enrijecem
incham , formigam,
animam-se
sozinhos.
Silêncio!
É lua cheia.
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